Setores de turismo e luxo são mais afetados com a crise; veja
da Folha Online
Na última semana, os mercados parecem ter melhorado em relação à crise financeira mundial. A Bolsa continua oscilando e nos últimos dias foi visto um aumento de cerca de 8%, entretanto, no dia seguinte começou cair.
O Ibovespa, indicador de referência da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), diminuiu o ritmo de perdas e operava em baixa de 0,98%, a 39.053,49 pontos, por volta das 15h45 de ontem (acompanhe gráfico da Bolsa com atualização constante).
Mais cedo, a Bolsa chegou a cair mais de 3%. Na sessão anterior, a forte alta das ações da Vale e da Petrobras contribuíram para que a Bovespa disparasse 8,36% no fechamento. Toni Sciarretta, repórter de Dinheiro da Folha, diz que, só será possível ter certeza do fim da crise quando houver uma oscilação menor no mercado. Veja o comentário neste videocast.
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Sciarretta diz que as pessoas só vão perceber que as coisas estão voltando ao normal quando a Bolsa "subir um pouquinho e cair outro pouquinho" e as "oscilações não forem tão gritantes".
Ele explica que, neste momento, a situação está mais calma e que o indicador é a taxa Libor -- juro interbancário no mercado internacional. "Ela [taxa] deu uma acalmada. Isso mostra que um banco está emprestando pro outro", diz Sciarretta.
Para ele, setores, como o de turismo e luxo, são mais sensíveis à crise, pois a "primeira coisa a se cortar é o supérfluo", como viagens e equipamentos de ostentação.
A construção civil também é afetada no mundo inteiro. Sciarretta diz que não é recomendado entrar em financiamentos longos, agora. Já que daqui a 20 anos, por exemplo, ninguém sabe como estará a situação da crise financeira.
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