Obama e McCain trocam acusações no campo econômico; assista
da Folha Online
Os candidatos à Presidência dos EUA, John McCain e Barack Obama, trocaram acusações, nesta segunda-feira, sobre os planos econômicos, durante campanha em Ohio, Estado considerado fundamental para a vitória na eleição do próximo dia 4. Nenhum republicano chegou à Casa Branca sem ganhar em Ohio. Desde 1944, só uma vez um presidente foi eleito sem vencer nesse Estado.
De olho nas pesquisas, McCain apareceu com uma equipe de assessores econômicos em um hotel de Cleveland, e disse que rapidamente tomaria medidas para recuperar a confiança no mercado de ações americano, para manter as pessoas em suas casas e para criar empregos, se eleito daqui a oito dias. Veja, neste videocast.
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"Em uma semana, neste momento de decisão da história, vocês podem dar a este país a mudança que precisamos", declarou o democrata.
"Não podemos relaxar, se encostar. Não podemos deixar para um dia ou um minuto ou um segundo nesta última semana."
Obama também voltou a culpar Bush pela crise econômica e disse que a proposta de McCain refletiria a conduta do atual presidente. O democrata focou na sugestão de McCain para cortar impostos de empresas e em sua própria oposição a manter os cortes fiscais de Bush sobre os americanos mais ricos.
"Em um momento como este, a última coisa que podemos ter são mais quatro anos da mesma velha e cansada teoria que diz que devemos dar mais a bilionários e grandes empresas e esperar que a prosperidade se espalhe para o resto da população", afirmou.
McCain disse que Obama está "medindo as cortinas" da Casa Branca e que elegê-lo deixaria um "trio perigoso" de democratas no comando do governo dos EUA, já que a Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) e o Senado têm líderes democratas. Segundo o republicano, eles teriam de aumentar os impostos para cumprir com seus ambiciosos planos de gastos públicos.
Em Dayton, McCain retomou uma fala de Obama de 2001 a uma rádio pública de Chicago. No comentário, que está circulando entre os republicanos, Obama discute o movimento de direitos civis dos EUA dos anos 60, e afirma que a Suprema Corte "nunca se aventurou nas questões de redistribuição de renda e em assuntos mais básicos de justiça política e econômica na sociedade".
McCain se aproveitou do comentário para afirmar que seu rival quer "espalhar a riqueza por aí", como Obama disse a Joe, o encanador, há duas semanas.
Bill Burton, porta-voz de Obama, disse que a declaração de McCain era outro dos "mesmos ataques falsos e desesperados que falham há meses".
Burton ainda afirmou que nessa entrevista de sete anos atrás, o senador Obama não disse que as cortes deviam entrar no negócio de redistribuir riqueza.
Em pesquisas que dizem respeito a assuntos econômicos, a maioria dos americanos diz que confia mais em Obama que em McCain. Obama lidera as intenções de voto em Ohio e em vários outros Estados que ajudaram George W. Bush a vencer em 2004, o que coloca McCain em situação delicada.
Os dois presidenciáveis seguirão para a Pennsylvania, onde Obama desfruta de larga vantagem, e que o republicano pretende reverter.
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