Obama não quer ser candidato que representa a minoria; assista
da Folha Online
O democrata Barack Obama foi alvo de uma série de incidentes racistas. Nas últimas semanas, dois homens foram acusados criminalmente depois que penduraram em uma árvore um boneco do senador, com uma corda no pescoço, na Universidade de Kentucky. Já no Tennessee, dois jovens neonazistas foram presos sob suspeita de planejarem matar Obama e outros 102 negros em uma onda de assassinatos.
Neste videocast, Rodrigo Cintra, doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor do curso de Relações Internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), diz que Obama não quer ser visto como candidato de uma minoria e busca o voto classe média. Veja outros vídeos sobre eleições EUA.
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"Ele [Obama] não quer ajudar uma minoria, quer ajudar a classe média norte-americana. E a classe média norte-americana não tem uma cor definida."
O professor destaca outra peculiaridade que pode influenciar a reta final da campanha das eleições norte-americanas. O fenômeno conhecido como o "Efeito Bradley".
Segundo a teoria, alguns eleitores brancos afirmam em pesquisas de opinião que votarão em um candidato negro, mas, na privacidade da urna eleitoral, acabam escolhendo o nome do oponente. "O entrevistado declara que irá votar em Barack Obama, para não ser considerado racista e, na urna, vota em John McCain, explica.
Economia
No início da campanha, todas as pesquisas indicavam a vitória do candidato republicano. Para o professor, a grande virada de Obama ocorreu devido à crise financeira. "Desde o começo de sua campanha, o Obama se demonstrava como o candidato da economia, enquanto McCain se voltava para a segurança nacional."
Se eleito, o democrata fará com que a economia ganhe o centro do processo, segundo Cintra. "Os Estados Unidos devem, sob um possível regime de Obama, se fechar, ficar mais denso. Isso significa que o país poderá se fechar para o restante do mundo, colocando barreira contra os outros Estados."
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Diante desta situação, o professor explica que o mercado internacional poderá ficar mais lento, com menor capacidade de projeção. Ele cita também um possível efeito dominó. "A Europa já começa a demonstrar sinais de protecionismo, o que deverá bater em breve na Ásia e, certamente, na América Latina."
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