Obama soube usar campanha virtual em seu favor; assista
da Folha Online
O democrata Barack Obama teve uma vitória histórica nesta terça-feira ao chegar à Casa Branca como primeiro presidente negro depois de uma votação que teve comparecimento recorde de americanos às urnas. Quase 66% dos 153,1 milhões eleitores registrados para as eleições presidenciais americanas enfrentaram longas filas e problemas nas urnas para votar nas eleições gerais, de acordo com o site Real Clear Politics, o que significaria a maior taxa de participação desde 1908.
A internet, uma das principais ferramentas utilizadas durante a campanha dos dois candidatos à Presidência dos Estados Unidos, teve como objetivo atrair o maior número de eleitores americanos para a votação. Segundo o especialista em marketing político digital, Moriael Paiva, um a cada quatro eleitores dos EUA é jovem. "Essas pessoas usam muito mais internet do que assistem televisão. Se a gente fosse considerar só essa massa, da 'geração.com', o Obama ganharia de 62% a 31% do McCain", afirma. Neste videocast, Paiva comenta a tática de campanha virtual nos Estados Unidos.
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Na opinião de Paiva, McCain demorou muito para investir na internet, permitindo que Obama tomasse à frente também na divulgação online. "Por meio das ações interativas, o democrata conquistou um verdadeiro exército de eleitores jovens e de admiradores estrangeiros, todos empolgados em militar a favor de sua moderna campanha."
O especialista diz que Barack Obama fez um bom uso das técnicas digitais. "A interatividade é uma das principais vantagens da mídia", diz.
"Quando você consegue recrutar pessoas, conversar diariamente, de várias formas, tem uma possibilidade de se relacionar de forma mais afetiva", explica.
Ao fazer um paralelo com a campanha do candidato democrata, Paiva fala que Obama usa, em sua campanha virtual, uma conversa mais personalizada. "Existe um cuidado todo especial de falar com cada um [dos eleitores] sem você perceber que é um no meio de um monte de gente."
Da mesma forma que numa campanha o que ganha é um conjunto de ações, Paiva explica que na campanha online o trabalho é o mesmo, pois é necessário ter uma boa plataforma, como um bom site, uma boa comunicação por e-mail, agilidade em blogs, conteúdo mais fácil, como vídeos. "Tudo tem que ter interatividade, é muito importante", afirma.
O lado negativo de utilizar a mídia virtual é a velocidade deste meio. "Teve uma vez, por exemplo, que um candidato democrata vez um bom uso da campanha, mas um boato, de forma muito rápida, se espalhou e destruiu a imagem dele", exemplifica.
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