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06/11/2008 - 14h02

Vitória de Obama resulta em confiança para mercado; veja Toni Sciarretta

da Folha Online

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, deixou as celebrações da vitória histórica para os americanos e o mundo. Ele já articula sua equipe de governo e, diante da mais grave crise econômica desde a Grande Depressão (1929), deve anunciar ainda hoje o nome do seu secretário do Tesouro.

Toni Sciarretta, repórter de Dinheiro da Folha, diz, neste videocast, que a vitória de Obama tem efeitos positivos sobre a crise financeira nos EUA.

Toni

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Equipe

Na lista de especulações do novo governo estão: Timothy Geithner, presidente do Federal Reserve (Banco Central) em Nova York, Lawrence Summers, ex-secretário do Tesouro e Paul Volcker, ex-presidente do FED (Banco Central americano).

"Barack Obama já mostrou quem são seus homens na área de economia e ele está muito bem assessorado", explica.

Para Sciarretta, a vitória do democrata é um poder que se renova, e, conseqüentemente, uma notícia positiva para a crise financeira, pois, segundo o repórter, um dos fatores que contribuiu para piorar a crise foi o governo Bush.

O jornalista comenta também a situação do mercado brasileiro. "A alta nas bolsas nos últimos dias melhorou o cenário, mas não está garantido que não venha a cair de novo. Esta é uma crise de altos e baixos", alerta.

Fusão

A Itaúsa --empresa de participações do grupo Itaú-- e o Unibanco anunciaram nesta segunda-feira (3) que irão fundir suas operações financeiras, o que formará o maior banco do país e o maior grupo financeiro do Hemisfério Sul, segundo comunicado divulgado pelos bancos.

De acordo com Sciarretta, a fusão é uma boa notícia para o mercado bancário brasileiro. "Aparece um 'player' muito maior e acirra a disputa, o que é muito interessante para o consumidor."

Mas, por outro lado, os clientes também podem perder com essa junção. "É um banco a menos. Se fizerem algum tipo de acordo podem manter tarifa alta", explica.

Segundo o repórter, outra questão que deve ser levada em consideração é o desemprego de funcionários desses bancos. "Todo tipo de fusão tem demissão e isso vai ter que ser administrado."

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