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12/11/2008 - 20h37

"Wikia Search tem participação zero de mercado", admite Wales; veja

da Folha Online

Em agosto deste ano, Jimmy Wales, co-fundador da Wikipédia, comprou briga com um gigante da internet. Ele apostou que a Wikia Search, novo serviço de buscas colaborativo, iria desbancar o Google. Três meses depois, sabatinado pela Folha, o empresário admite: até agora, seu mecanismo tem participação "zero" nesse mercado.

Wales foi além, dizendo que, por ora, não representa ameaça ao Google, líder absoluto do setor. "Eu não acho que o Google está preocupado com a gente", disse. Agora, ele afirma ser "parceiro" do Google --grande parte dos acessos à enciclopédia são feitos por meio de buscas.

Neste ano, um outro flanco de batalha foi inaugurado, mas desta vez pelo Google. A empresa norte-americana lançou o Knol, sua própria enciclopédia colaborativa.

"Empresário aponta motivos para o sucesso do Google"

Wikia Search

"Wikipédia e a censura"

Na sabatina, Wales afirmou que a Wikipédia "nunca vai colaborar com a censura", por considerar que "o acesso à informação é fundamental". De acordo com ele, a China é o único local que bloqueia totalmente a enciclopédia, mas há países como a Tunísia em que o conteúdo é restrito com base em palavras-chave --na pior das hipóteses, ele diz preferir esse segundo método.

censura

Sabatina

Contando com tradução simultânea, Jimmy Wales, 42, participou de evento no teatro Folha, localizado no shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo.

Em sua visita ao Brasil, Wales participou também do lançamento oficial do Instituto Wikimedia Brasil, capítulo local da Wikimedia Foundation, organização que detém as marcas Wikipédia, Wikinotícias, Wikilivros, entre outras plataformas. A organização brasileira tem o objetivo de apoiar a construção de conhecimentos gratuitos em língua portuguesa e nas línguas dos povos indígenas.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Henrique Silva (72) 22/09/2009 23h42
Só faltava essa! FHC critica relação "imperialista" entre planalto e congresso. Oras! quem inventou a política do ROLO COMPRESSOR? (o próprio FHC). sem opinião
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walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
walysbalde santos (1) 22/09/2009 09h21
hoje em dia ate jornal do metro de graca as pessoa nao ler, enfim quando a noticia chega as banca ja esta velha, imprensa escrita esta com os dias contado,o radio da a noticia fresca o jornal vai sair amanha... sem opinião
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Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Guilherme Prado (1) 22/09/2009 08h33
Na verdade enquanto o jornalismo brasileiro possuir essa visão retrógrada como a apresentada na sabatina, a imporensa escrita no país não tem outro futuro se não a extinção...
Isso ocorre por vários motivos, mas o principal está no fato de que estas empresas não são administradas por pessoas que entendem do assunto, não são nem de perto especialistas em comunicação, não entendem as particulariedades deste ramo, e para tanto a administram como uma empresa qualquer.
A imprensa escrita brasileira continua tentando concorrer com a internet, e na frase "sobreviver à internet" isso ficou bem claro.
O diploma no jornalismo se mostra necessário nesses casos, mais do que alguém que escreve a matéria para um jornal, o jornalista diplomado, é a pessoa que entende o processo, entende o sistema e como ele se comporta.
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