Videocast
14/11/2008 - 09h11

Encontro do G20 não deve trazer respostas concretas sobre crise; veja

da Folha Online

No próximo fim de semana, em Washington, será realizado o encontro do G20 (grupo integrado por países desenvolvidos e emergentes). Entre os assuntos, de interesse político internacional, a cúpula dos chefes de Estado deve ter como meta a reformulação do sistema financeiro atual em meio à crise.

Neste videocast, o repórter de Dinheiro da Folha Toni Sciarretta, fala sobre as reuniões do
G-20 em relação aos efeitos da crise financeira nos EUA.

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Sciarretta diz que a reunião do G20, em Washington, não deve trazer respostas concretas sobre a crise. "É uma reunião política. Dificilmente vamos ter medidas técnicas de como reformar o sistema, de como instituir regras, e transparência no setor bancário."

"A reunião [do G20], em São Paulo, foi uma preparação e deveria ter avançado mais na questão de regulação. O que a gente viu foi uma tentativa de articulação dos países emergentes, de vender o que o mundo precisa: juros menores", comenta.

O repórter diz acreditar que a reunião de Washington seja "mais focada, menos superficial e com menos bandeira ideológica".

Pós-eleição

Uma semana depois da eleição nos EUA, Sciarretta diz que o mercado não sofreu mudanças significativas. "Esperava que tivesse um pouco mais de ânimo, com mais determinação dos mercados após a eleição de Barack Obama, mas o que todo mundo quer saber é quem são os homens do lado econômico do novo presidente americano, e a definição desse quadro talvez tenha potencial de trazer mais calma ao mercado."

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