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27/11/2008 - 09h12

Estilista transforma estação de metrô em passarela; veja no Vila Dimenstein

da Folha Online

Ao protestar contra a elitização da moda, em um dos desfiles da São Paulo Fashion Week, o estilista Jum Nakao ordenou a suas modelos que rasgassem a roupa na frente da platéia. A cena teve impacto mundial e foi uma forma de protestar contra a moda da elite. No entanto, Nakao preparou mais uma rebeldia ao transformar as estações de metrô em passarelas.

No Vila Dimenstein, desta semana, o estilista fala sobre as roupas que expõe em estações do Metrô de São Paulo. A mostra se chama "Re-produzir".

Vila Dimenstein

O estilista disponibiliza os moldes em um site, para quem quiser copiá-los.

Segundo Nakao, a exposição surgiu com a idéia de "compartilhar o conhecimento com as pessoas, para que a moda não fosse apenas um fenômeno midiático, distante, e se aproximasse das pessoas pelo saber, não pelo espetáculo".

Para o estilista, a disponibilização dos moldes faz com que as pessoas possam descobrir a fórmula para produzir outras peças para si. "A exposição democratiza algo que ficou elitista."

Nakao aproveitou os conhecimentos que obteve no curso de artes plásticas ou trabalhando numa joalheria e numa alfaiataria para abrir sua grife. Após a rasgação de roupas do desfile, Nakao rasgou sua carreira e resolveu dar novo uso para seu ateliê.

Depois de parar de confeccionar, enveredou para o ensino. Atualmente, Nakao dá aula na pós-graduação e viaja pelo Brasil para dar assessoria a artesãos. Convidado a participar da semana do design, realizada no início do mês, na capital paulista, pensou em transformar o Metrô num misto de passarela com ateliê.

Re-produzir

Onde: espaço cultural da estação Brás da CPTM, e nas estações de Metrô Saúde e Ana Rosa (linha azul), República, Brás e Tatuapé (linha vermelha), e Campo Limpo (linha lilás).

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