Videocast
02/12/2008 - 08h42

Hillary poderá frustrar cenário internacional; veja comentário

da Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou, nesta segunda-feira (1º), que a ex-rival democrata Hillary Clinton será sua secretária de Estado, um dos principais cargos diplomáticos da administração americana.

Neste videocast, Rodrigo Cintra, doutor em relações internacionais pela Universidade de Brasília e professor do curso de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), diz que Hillary terá que mostrar um lado midiático, já que estará à frente da diplomacia norte-americana. Ele diz também que ela poderá frustrar o cenário internacional com um discurso mais aberto, mas com ações bilaterais.

Hillary Clinton

O nome da senadora por Nova York já era cogitado para o cargo há semanas e sua escolha marca um esforço final para mostrar a união do Partido Democrata, deixando as duras críticas mútuas das acirradas primárias para trás.

Para Cintra, Hillary terá que mostrar um lado mais "midiático", enquanto o governo de Obama atua de forma mais complexa, com base nas outras pessoas que estarão no governo. "Ela vai ser a coordenadora de toda a diplomacia americana", diz.

Segundo o cientista político, a nomeação da senadora para o cargo servirá para "destensionar, para que o mundo respire um pouco". Para ele, todos alimentam a expectativa de que Obama resolverá os problemas e acalmará a crise financeira. "A Hillary ajuda neste processo. Agora, se ela vai, efetivamente, atender às expectativas já é uma outra conversa. Talvez ela não consiga e acabe frustrando."

Na área de segurança, para Cintra, os outros cargos estão sendo ocupados por indivíduos pouco conservadores, que não caminham da mesma forma que Hillary caminhava. "Há uma chance de se ter um discurso mais aberto e as ações mais bilaterais."

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