Videocast
03/12/2008 - 14h27

Especialistas prevêem melhora na economia no segundo semestre de 2009; veja

da Folha Online

Dezembro mal começou e o assunto principal entre os economistas é 2009. No entanto, as perspectivas para o próximo ano são bastante ruins. A expectativa é de um crescimento de menos de 3% no Brasil.

Neste videocast, o repórter de Dinheiro da Folha Toni Sciarretta diz que essa expectativa para a economia brasileira é a boa notícia. Isso porque será um dos maiores crescimentos do mundo em 2009. Já nos Estados Unidos, Europa e Japão o desenvolvimento será negativo.

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Constrangidos por errar grande parte das previsões --afinal, ninguém imaginava que a crise seria tão grande e que o dólar estaria hoje perto de R$ 2,40--, os economistas prevêem uma melhora só a partir do segundo semestre do próximo ano. "Até lá, vamos ver uma desaceleração forte no crédito. Neste ano, o crescimento foi de 30% e no próximo deve ficar em 15%", diz Sciarretta.

O repórter explica que, no setor externo, o que poderá ser visto é a continuidade dos preços baixos de commodities agrícolas e de energia, pelo menos até setembro e outubro. "Isso vai significar um ambiente de negócios mais complicado para Petrobrás e Vale, as duas maiores empresas brasileiras", comenta.

A forte volatilidade nas moedas também está prevista, sobretudo a de países emergentes, como o Brasil. No país, segundo Sciarretta, essa inconstância pode significar que o dólar volte a ficar abaixo de R$ 2 ou bater em R$ 3. "Dependerá do comportamento dos fluxos internacionais de dinheiro, que de toda forma não devem se restabelecer, como vimos em 2007 e 2008."

O repórter da Folha diz que não há nenhum consenso sobre o câmbio. "Para os juros, os economistas vêem a taxa voltando a cair também no segundo semestre, talvez para a casa de 12,5%, dependendo da confirmação de uma melhora de cenário."

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