Videocast
10/12/2008 - 08h53

Declaração dos Direitos Humanos surge para evitar grandes genocídios; veja comentário

da Folha Online

Há exatos 60 anos, os países-membros da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A iniciativa, que contou com 48 votos a favor e oito abstenções, surgiu como uma reação mundial às atrocidades testemunhadas durante a Segunda Guerra (1938-1945).

No videocast a seguir, Regina Célia Pedroso, professora de direito da Universidade Mackenzie e autora do livro "10 de Dezembro de 1948. A Declaração Universal dos Direitos Humanos" (Editora Nacional, 2005) fala sobre o surgimento da declaração.

Direitos Humanos

"A declaração surge na sombra da criação da ONU, por causa dos grandes genocídios do século 20, [...] como os 6 milhões de judeus que foram mortos pelo nazismo durante o Holocausto", explica.

A professora ressalta, contudo, que a inspiração para o conteúdo da declaração vem do século 18 --marcado pela Revolução Francesa (1789) e a independência americana. "A declaração encerrou um ciclo histórico de mudanças, foi a última grande conquista da história dos direitos do homem".

Assim, a declaração, que estabelece que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos", coloca o homem como centro da história, definido por sua humanidade e não mais por sua classe social.

Embora a Declaração Universal não tenha caráter de legislação, o seu texto influenciou diretamente a constituição de diversos países, incluindo a brasileira, em 1988.

"Nós nos tornamos assimiladores dos direitos humanos após a transição política [da ditadura para democracia] em 1988", lembra Pedroso. A partir desta constituição, o Brasil caminhou para a aprovação de uma série de estatutos --como o da criança e do adolescente e do idoso-- como instrumentos legais dos conceitos pressupostos nos artigos.

Comentários dos leitores
J. R. (231) 17/05/2009 23h12
J. R. (231) 17/05/2009 23h12
O Senior que assina em nome do Professor Palmiro Mennucci, presidente do Centro do Professorado Paulista, que morreu às 6 horas, do dia 12/04. Missa de 7a Dia - na Igreja - Santa Terezinha (www.cpp.org.br/cppnew/net_noticias/noticiasConteudo.jsp?idNoticia=471) deveria ter a ombridade de doravante abandonar o pseudônimo do seu antagonista e ficar mais atento. sem opinião
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J. R. (231) 17/05/2009 23h05
J. R. (231) 17/05/2009 23h05
Pobre obama, um olho vivo para a foto publicada e outro com um pedido de socorro para os amigos. Que amigos? Ao prometer fechar o albergue de Guantânamo, paraíso dos sádicos e verdugos do exército americano, teve pela frente a indústria de armamentos e a Cia, duas poderosas instituições americanas depois da American Tobaco. O melhor que pode decidir é não ser martir ou martirizar sua família. Quem melhor do que ninguém para pelo menos frear o frenesi dos torturadores de Guantânamo do que Barack Obama? Temos que ver que um presidente não resolve as coisas na canetada, como se (dizia) por aqui, o buraco é mais embaixo. O mérito de Obama foi ter refreado a pouca-vergonha, ou como diria a Madre Teresa de Calcutá: "A falta de amor é a maior de todas as pobrezas". sem opinião
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Langstein Almeida (4) 17/05/2009 22h27
Langstein Almeida (4) 17/05/2009 22h27
O povo americano votou em Obama na suposição de que ele organizaria as finanças dos EUA, fazendo as elites pagarem imposto.
O país com dívida pública acima do PIB anual, no total de mais de 15 trihões;com dívida orçamentária de mais 1 trilhão e 800 dólares no exercício 2009/2010; com déficit comercial de mais 500 bilhões de dólares, não pode sustentar gastos com centenas de bases militares obsoletas espalhadas pelo mundo. Esse pais,ainda paraíso das elites bélicas,não dispõe de condições financeira para sustentar guerra no Iraque, no Afeganistão e agora no Paquistão.O país não pode vencer uma guerra cujo pricnipio ativo é o sangue para chegar a Deus.
Os Estados Unidos são aquele brutamonte mui rico e bem armado, que está vivendo com o dinheiro emprestado pelos aplicadores mundiais.
Se os EUA permanecem gastando rios de dinheiro em guerras desnecessárias, terminarão provocando a desconfiança de seus credores. O governo chinês já divulgou que está preocupado em receber seus ativo mobiliário. Outros grandes credores estão a resmungar.
A política financeira dos Estados Unidos contraria todas as regras da boa finança. Como alguém pode permanecer gastando muito mais do que ganha!?
O senhor Obama deve denegar os interesses escusos de sua indústria bélica, e começar a colocar ordem nas finanças do Estado americano. Pior do que qualquer terrorismo da guerrilha é o terrorismo financeiro, concretizado no calote.
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