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16/01/2009 - 08h54

Mãe de ciclista morta após atropelamento era contra o uso de bicicleta nas ruas de SP; veja

da Folha Online

Amigos, familiares e ciclistas participaram, nesta quinta-feira (15), de um ato em homenagem à ciclista Márcia Regina de Andrade Prado, 40, morta na última quarta-feira após ser atropelada por um ônibus na avenida Paulista, em São Paulo. O encontro foi realizado em uma praça na mesma avenida onde aconteceu o acidente.

No vídeo a seguir, a mãe da vítima, Maria Regina de Andrade, diz que era contra a filha usar bicicleta pelas ruas da capital paulista.

Cotidiano

Integrante do grupo Bicicletada, Márcia era ativista no uso de bicicletas como forma de melhorar o trânsito e a qualidade do ar. Na homenagem de despedida, os amigos colocaram fotos, velas, flores e fizeram uma oração.

Para os ativistas, o ato também foi um protesto pela falta de respeito aos ciclistas no trânsito da cidade. O matemático Sílvio, integrante do grupo, disse que Márcia era prudente ao pedalar pelas ruas. "Não acredito que ela tenha causado o próprio acidente", afirma o ciclista.

Resgate

Após o acidente, o corpo de Márcia levou quatro horas para ser retirado da avenida por um carro do IML (Instituto Médico Legal). Para a assessoria da SSP (Secretaria de Segurança Pública), a remoção do corpo foi feita dentro dos padrões.

A família doou o corpo para a Escola Paulista de Medicina. Segundo a tia de Márcia, Maria Eduarda de Andrade, a ciclista sempre quis ser doadora de órgãos, o que foi impossibilitado pela demora na remoção.

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