Governo Obama corre risco de descrédito com novo pacote; veja repórter
da Folha Online
Crescem as expectativas em relação ao governo Obama. Como o novo presidente vai lidar com a crise nos EUA? O mercado mantém um misto de esperança e de ceticismo em relação ao novo presidente americano.
O desejo é de que o presidente norte-americano venha com um novo pacote de socorro aos bancos --que se somaria àqueles US$ 700 bilhões injetados nas instituições financeiras. Possivelmente, fala-se na criação de um banco ou agência estatal para comprar os tais ativos tóxicos, como informa o repórter de Dinheiro da Folha Toni Sciarretta. Assista aos outros vídeos com a participação do jornalista.
Crescem as expectativas em relação ao governo Obama
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Segundo o repórter, essa ideia lembra o primeiro plano do então secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, e que depois perdeu espaço para a proposta europeia de simples injeção de capital nos bancos.
Sciarreta explica que a situação de Barack Obama --e do novo secretário do Tesouro, Tim Geithner-- é bastante delicada. "Politicamente, Obama enfrenta pressões de socorro de todos os setores, financeiro e não financeiro", diz.
Por outro lado, o repórter explica que o mercado tem pressionado para que Obama traga uma carta na manga, que se torne um divisor de águas e que sinalize o início da recuperação.
"Se essa carta na manga for considerada insuficiente, o novo governo corre o risco de descrédito. Se for um grande socorro, pode ser visto como um prêmio à imprudência e à irresponsabilidade financeira", explica o repórter.
Após mais de uma semana da posse de Obama, o mercado teme que, diante da gravidade da crise, o presidente permaneça "travado", por algum tempo, por conta do excesso de expectativas.
Tim Geithner
Sciarretta explica que o novo secretário do Tesouro norte-americano é jovem, fez carreira no serviço público e coordenou o resgate ao Citigroup, à seguradora AIG e do banco Bear Sterns.
"Geithner também foi uma das principais figuras, como presidente do Fed de Nova York, daquele final de semana fatídico de setembro em que as autoridades americanas e os bancos deixaram quebrar o Lehman Brothers. A quebra do Lehman foi vista como catalisador da atual crise de confiança. Caberá agora a ele trazer a confiança de volta", diz.
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