Moradora de Paraisópolis diz que comunidade concorda com presença da PM
da Folha Online
O estouro de rojões na favela de Paraisópolis, no bairro do Morumbi (zona oeste de São Paulo), por volta do meio-dia de hoje, deixou a Polícia Militar em alerta. Moradores dizem que ao menos duas escolas precisaram fechar suas portas após terem recebido telefonemas anônimos.
Uma moradora da favela, que pediu para não ser identificada, contou por telefone como está a situação no local. Segundo ela, um grupo de traficantes aproveitou a confusão para apedrejar e colocar fogo nos carros.
Moradora de Paraisópolis diz concorda com presença da PM
O major da PM Maurício Pedroso de Moraes disse que desde que a polícia chegou na região não houve nenhuma ocorrência. "Nós estamos dentro da favela, temos viaturas de Rota e 180 policiais que estão fazendo o policiamento nas imediações, no entorno e no interior. Estamos aqui para garantir o direito de ir e vir do cidadão restabelecendo a ordem pública que foi quebrada ontem."
Apesar da declaração do major, o número de policiais militares na região passou de 180 para 330 na tarde desta terça-feira, com o objetivo de coibir novos tumultos na comunidade.
Em Paraisópolis, os policiais fazem uma ronda ostensiva para evitar novas manifestações, como a ocorrida na noite de ontem, quando um grupo chegou a fechar a avenida Giovanni Gronchi, uma das principais vias do bairro do Morumbi, região nobre da cidade, devido a morte de um morador, suspeito de roubo, pela polícia.
O início
Quando o protesto teve início, os PMs, ao tentar liberar o trânsito na avenida, foram recebidos com violência pelos manifestantes que fizeram barricadas, atiraram pedras e queimaram carros.
No tumulto, três policiais foram baleados e duas pessoas ficaram feridas: Um PM e um morador. Outras nove pessoas foram presas, entre elas três menores.
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