Calor chega a 44ºC dentro de restaurante em São Paulo
da Folha Online
Imagine trabalhar em um local cuja sensação térmica chega a 44ºC. Pois essa profissão pouco agradável é exercida dentro de restaurantes de São Paulo.
A equipe da Folha Online, acompanhada de um técnico em segurança do trabalho e com um termômetro de globo, circulou durante toda a sexta-feira (6) pela cidade, medindo temperaturas em diferentes estabelecimentos. O aparelho utilizado mede o estresse térmico, ou seja, o calor que é nocivo a uma pessoa dentro de um determinado ambiente.
O termômetro do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) registrou ontem até 34ºC. Porém, em alguns locais, como estabelecimentos comerciais, as temperaturas chegaram a 44ºC.
Confira algumas outras medições:
- 44,2ºC próximo a uma chapa de restaurante
- 41,1ºC no interior de um veículo, sem ar-condicionado
- 41,6ºC no interior de uma guarita de segurança
- 34,5ºC ônibus estacionado na sombra
- 36ºC dentro de vagão do metrô
Segundo o técnico Jânio David da Silva, da companhia Instrutherm, o trabalhador que fica exposto a temperaturas constantes acima de 30ºC deve a cada hora que passa descansar 25% desse período.
O comerciante Irineu Teixeira Hora, que trabalha em um restaurante no centro da cidade, diz que a temperatura registrada no ambiente não o assusta. "A gente acostuma. Faço todo dia isso. Não sei fazer outra coisa."
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Eu viajei do Grajaú até Pinheiros e o ônibus no qual eu estava assemelhava-se a um forno.
Cabe acrescentar ainda ao blihante comentário do nosso caro colega Engenheiro Ambiental que, além dos fatores que ele citou, contribuem demasiadamente para o famigerado aquecimento global (e para essas situações estranhas no tempo), o avanço indiscriminado de fronteiras agrícolas para commodities, bem como a pecuária (intensiva ou extensiva), que é sem dúvida um dos maiores problemas que a humanidade vem causando: produzir seu alimento às custas do desperdício de solo, água e energia.
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