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10/03/2009 - 00h20

Imagens mostram invasão de grupo de sem-terra em Brasília

da Folha de S.Paulo
da Folha Online

Sem-terra ligados ao grupo Via Campesina promoveram, nesta segunda-feira (9), invasões e protestos em sete Estados e no Distrito Federal, para marcar o Dia Internacional da Mulher, comemorado no último domingo (8).

As imagens abaixo, registradas por uma câmera de segurança, mostram o momento da invasão ocorrida no prédio do Ministério da Agricultura, em Brasília, às 7h25. Usando lenços, bandeiras e faixas, cerca de 400 mulheres romperam um bloqueio de cinco seguranças e invadiram o piso térreo do prédio.

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O tumulto só foi controlado por volta das 11h30, quando os últimos manifestantes foram retirados do prédio.

A Via Campesina, grupo internacional do qual MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e CPT (Comissão Pastoral da Terra) fazem parte, diz que o governo tem sustentado um modelo de exportação do agronegócio, em detrimento de trabalhadores rurais, da reforma agrária e de pequenos agricultores.

Outros protestos

Segundo o MST, em São Paulo, cerca de 600 trabalhadoras do movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizaram nesta segunda-feira (9) a ocupação de uma área da Cosan, no município de Barra Bonita, na região de Jaú.

Os sem-terra informam que o grupo Cosan explora uma área duas vezes maior que o total de hectares destinados para a reforma agrária no Estado de São Paulo: 605 mil hectares pelo grupo, contra apenas 300 mil para as 15 mil famílias em assentamentos estaduais e federais.

No Paraná, 1.000 trabalhadoras da Via Campesina realizam uma marcha pelo centro de Porecatu, no norte do Estado. A manifestação começou pela manhã, saindo do Centro Comunitário da prefeitura até a praça central, onde será realizada uma celebração com a partilha de alimentos da reforma agrária.

No Espírito Santo, cerca de 1.300 mulheres da Via Campesina ocuparam o Portocel, porto de exportações da empresa Aracruz Celulose, localizado em Barra do Riacho, município de Aracruz, para denunciar o repasse de recursos públicos do Estado para a empresa.

No Rio Grande do Sul, 700 mulheres organizadas pela Via Campesina ocupam a Fazenda Ana Paula, de propriedade da Votorantim Celulose e Papel.

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