Em teste cego, carro coreano é confundido até com Honda City
FABIANO SEVERO
editor-assistente de Veículos da Folha de S.Paulo
Domingo, 10h35, e o estacionamento do Anhembi (zona norte) estava abarrotado de carros. Tinha de tudo: novo, muito novo, velho, muito velho. Todos fritando naquele sol de 35 ºC sem nenhuma nuvem. Nem parecia última semana de agosto, de pleno inverno.
Eis que, de repente, um carro mascarado entra sorrateiramente pelo portão cinco. O branco pálido da lataria refletia mais do que Jack Nicholson em "O Iluminado". A "luz", na verdade, veio das mãos de Peter Schreyer (ex-Audi), designer-chefe da coreana Kia.
Isso mesmo, o carro é coreano. Mas com os logotipos tapados propositalmente pela reportagem, ele desperta curiosidade que até assusta. Será que olham por admiração? Complacência? Inveja? Pena?
Sem preconceito, a Folha foi descobrir o que passa pela cabeça das pessoas quando olham um carro que nasceu bonito e cheio de estigmas.
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