Toni Sciarreta: Crise atual e de 1929 se diferem pela ação dos governos
da Folha Online
Um clima de euforia no ar, com forte crescimento da economia, uma classe média emergente importante e crédito farto. Empresas abriam capital e levantavam fortuna na Bolsa e até o pequeno investidor conseguia dobrar seu capital em poucos meses.
A descrição acima não difere muito do Brasil de 2009 e 2007, auge do Novo Mercado da BM&F Bovespa, mas se refere aos EUA de 1929, às vésperas dos cinco dias úteis que varreram um terço da riqueza americana, colocou o capitalismo de mercado em xeque, cortaram o emprego de 25% da população e colocaram o mundo na maior depressão econômica conhecida.
No videocast a seguir, o repórter de Dinheiro da Folha Toni Sciarretta explica que, apesar da semelhança entre as crises, a resposta dos governos e dos bancos centrais foi o diferencial. Se na crise atual, governo e reguladores atuaram em conjunto para injetar liquidez no sistema financeiro, evitando pane completa na economia, em 1929, os governos fecharam as torneiras do crédito e deixaram os bancos quebrarem. Depois, para recuperar, tiveram de gastar dinheiro público com assistência social e obras públicas.