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03/11/2009 - 09h09

Alemão conta como passou para o lado ocidental antes da queda do muro

da Folha Online

Thomas Richter nasceu com a Alemanha dividida. Somente em 1984 sua família conseguiu deixar o território oriental sem precisar de uma fuga clandestina. Apesar do episódio ter acontecido quando Thomas tinha apenas 15 anos, ele ainda lembra os detalhes desse momento.

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A queda do Muro de Berlim completa duas décadas na próxima segunda-feira. Uma pesquisa historiográfica patrocinada pelo governo alemão e divulgada em 2006 diz que 125 pessoas foram mortas pela polícia da ex-Alemanha Oriental ao tentarem saltar o Muro de Berlim para o Ocidente.

De 80 mil a 100 mil pessoas foram detidas pela polícia da Alemanha Oriental, comunista, por tentarem emigrar ilegalmente.

O muro foi construído em 1961 e, derrubado em 1989, com o colapso do regime oriental e o início da reunificação alemã.

As autoridades comunistas procuraram, com o muro, conter a evasão de mão-de-obra qualificada. Entre 1949 e 1962, cerca de 2,5 milhões de alemães orientais conseguiram se refugiar na Alemanha Ocidental. Com o muro, esse número ficou em torno de 5.000, entre 1962 e 1989.

Também chamado de "muro da vergonha" e impregnado de uma forte simbologia política --ele impedia a passagem de alemães orientais desejosos de viver num regime democrático--, o muro tinha 45 km e hoje apenas um pequeno trecho dele foi conservado como testemunho de sua época.

Comentários dos leitores
Chris Maria (231) 11/11/2009 17h30
Chris Maria (231) 11/11/2009 17h30
"Os 192 Estados-membros da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) consagraram nesta quarta-feira o dia 18 de julho como Dia Internacional Nelson Mandela"
► Uma pessoa extraordinária. Parabéns!
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Elton Santos (9) 10/11/2009 17h03
Elton Santos (9) 10/11/2009 17h03
O Muro de Berlim foi brincadeira de criança comparado a outro muro que não separa mais o primeiro do segundo mundo pois este já não existe mais e sim o que separa o primeiro do terceiro. O Muro da fronteira do Estados Unidos com o México representa justamente isso: As classes abastadas devem estar seguras das que servem apenas como consumidoras nessa nova desordem mundial baseada no capital. Nessa fronteira se mata muito mais, as diferenças são muito maiores mas isso não importa não é mesmo? A democracia é um patrimônio que a humanidade não pode abrir mão nunca mais, mas não podemos também justificar com ela o extermínio através da fome e miséria que o mundo presencia causado pelo neo-liberalismo. 9 opiniões
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Juca Bala (84) 10/11/2009 11h33
Juca Bala (84) 10/11/2009 11h33
Foi bonita a festa de comemoração da queda do muro de Berlim e do fim do símbolo de um regime desumano e retrógrado. Será que o Chico vai cantar "Foi bonita a festa pá" rsrsrs. "A queda do muro --escreveu João Paulo 2°-- como a queda de perigosos simulacros e de uma ideologia opressiva, demonstraram que as liberdades fundamentais, que dão significado à vida humana, não podem ser reprimidas nem sufocadas por muito tempo".(Ou viva o neo-liberalismo) Santas palavras... ainda não aprendidas pelos muitos cabeças de bagre por aqui. 5 opiniões
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