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19/11/2011 - 08h00

Crianças contam o que muda quando aprendem a escrever

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KATIA CALSAVARA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Alexandre Rezende/Folhapress
Maria Parra, 7, escreve com giz no pátio do colégio.
Maria Parra, 7, escreve com giz no pátio do colégio.

Ninguém nasce sabendo andar, não é? A mesma coisa acontece na hora de escrever. Começamos com letras de forma (ou de bastão) e depois passamos para a cursiva, que une as letras para formar uma palavra.

Aprender a escrever faz parte do nosso crescimento. "Quando a criança aprende a letra cursiva, é como se pudesse entrar no mundo dos adultos", afirma a pedagoga Maria Fernanda Balugani. Será?

"Minha vida mudou. Fiquei mais esperta para fazer as coisas e agora quero ter um diário", conta Bruna Abud, 5.

Alguns se sentem mais independentes. "A vida fica diferente porque não precisamos de ajuda o tempo todo", conta Felipe Flaquer, 7.

A amiga dele, Maíra Nunes, 6, concorda: "Fiquei muito orgulhosa. Parece que meu cérebro falou: 'Finalmente está na hora de virar gente grande'", diz a menina.

Alexandre Rezende/Folhapress
Maíra Nunes, 6, gosta mesmo é de escrever na areia.
Maíra Nunes, 6, gosta mesmo é de escrever na areia.

CURIOSIDADES DA ESCRITA

Primeiros Escritos
Eles foram encontrados por volta de 3.300 a.C. (antes de Cristo) na Mesopotâmia (atual Iraque). Os sumérios, que viviam na região, desenvolveram uma escrita que gravava símbolos em placas de argila e cerâmica.

Hieróglifos
Os hieróglifos egípcios surgiram entre 3.500 e 3.000 a.C. Esse tipo de escrita tinha figuras que representavam sons. Quem sabia escrever tinha poder na sociedade.

Canetas
A primeira caneta surgiu por volta de 300 a.C. Feita de bambu, com ponta fina, era mergulhada em tinta. Na Idade Média, penas de aves, principalmente gansos, eram usadas para escrever livros.

Alfabeto
O primeiro foi criado entre 1.400 e 1.000 a.C. pelos fenícios, que se inspiraram nos hieróglifos egípcios. Com apenas 22 letras, foi base para a criação do alfabeto romano, que usamos hoje.

Tipografia
Por volta de 1.450, o alemão Gutenberg criou um método de impressão. Ele usou letras de metal (tipos) que, combinadas, formavam palavras, frases e parágrafos.

Alexandre Rezende/Folhapress
Laura Amaral, 7, e João Bulhões, 6, escrevem com giz no pátio da escola.
Laura Amaral, 7, e João Bulhões, 6, escrevem com giz no pátio da escola.

DO SEU JEITO

Você não precisa ter a letra mais bonita da classe para ir bem na escola. "O importante é que a letra seja legível", diz a pedagoga Solange Souza.

Ao sentar-se para escrever, vale prestar atenção também na postura. Observe se seus pés estão encostados no chão e se as costas não estão muito curvadas sobre o papel.

E evite segurar a cabeça com as mãos, assim o cérebro consegue trabalhar melhor.

PAPEL OU TELA?

Algumas escolas oferecem tablets para ajudar no aprendizado da escrita, mas sem deixar de lado lápis e papel. Maria Parra, 7, prefere escrever na tela. "Acho mais fácil porque não precisa forçar o dedo."

Mas Christian Braga, 10, pensa que "não ia dar certo" se as crianças aprendessem a escrever direto no computador. "Ele corrige os erros e a gente nem saberia o que está errando", diz o garoto.

 

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