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11/02/2012 - 03h30

Filme 'A Invenção de Hugo Cabret' diverte crianças e emociona adultos

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SÉRGIO RIZZO
ESPECIAL PARA A FOLHA

Fotos Divulgação
O menino Hugo Cabret e George Meliès
O menino Hugo Cabret e George Meliès

Cinema é "o sonho que todos sonhamos juntos", como disse certa vez o escritor e cineasta francês Jean Cocteau (1889-1963). Em outras palavras: todo filme mexe com a imaginação e a fantasia, mas alguns mexem mais. E melhor.

É o caso do adorável "A Invenção de Hugo Cabret", filme que mais recebeu indicações para o Oscar (concorre a 11 categorias, incluindo a de melhor produção, no principal prêmio do cinema, que será no dia 26). Seu diretor, o norte-americano Martin Scorsese, 69, é um dos craques de sua geração. Até agora, ele só havia feito filmes para adultos, como "Taxi Driver" (1976) e "Os Infiltrados" (2006).

Vamos combinar que "Hugo" também é para adultos. Sim, ele é baseado em um livro infantojuvenil, escrito pelo norte-americano Brian Selznick. E será lançado nos cinemas do Brasil, no próximo dia 17, para atingir principalmente crianças e adolescentes (classificação livre).

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Mas quem disse que um filme não pode agradar a espectadores de quase todas as idades? Scorsese conta a história de um menino órfão, Hugo Cabret, que vive escondido em uma estação de trens de Paris, no início dos anos 1930.

Divulgação
Hugo e Isabelle, sobrinha de Meliès no filme
Hugo e Isabelle, sobrinha de Meliès no filme

Filho de um relojoeiro, ele herdou do pai um autômato (um "homem mecânico"), mas não consegue fazer a máquina funcionar. Até conhecer o velhinho ranzinza que tem uma loja de brinquedos na estação, e a sobrinha dele, e...

Só vou contar que o tal velhinho é Georges Méliès, o pai da fantasia no cinema (antes, filmes mostravam só cenas reais, e ele passou a filmar histórias inventadas). E também vou contar que, enquanto crianças se divertirem com as aventuras de Hugo, adultos vão soltar umas lágrimas.

Um livro que queria ser filme

Divulgação
Livro que deu origem ao filme
Livro que deu origem ao filme

O livro que deu origem a "A Invenção de Hugo Cabret" (ed. SM; R$42), escrito por Brian Selznick, tem 534 páginas. Um "catatau", como se apelidava antigamente um volume desse tamanho. Mas não há motivo para sustos: ele é grande assim porque já nasceu querendo virar filme.

O texto ocupa apenas 182 páginas. As demais trazem ilustrações, com desenhos do próprio Selznick e fotos (a maior parte, dos filmes de Méliès). Essas imagens foram valiosas para a adaptação de Scorsese.

Na "breve introdução", o narrador faz um convite para que o leitor se imagine sentado em uma sala de cinema. Mas há uma surpresa, no final, que é exclusiva do livro. Tem sonhos que só a literatura pode sonhar.

 

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