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28/07/2010 - 08h00

Cores entre linhas

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GABRIELLA MANCINI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Divulgação
A escritora Suzy Lee
A escritora Suzy Lee

A escritora e ilustradora sul-coreana Suzy Lee gosta de contar histórias por meio de desenhos.

Em seus livros "Onda" e "Espelho" (ambos da Cosac Naify), por exemplo, ela escolheu não usar palavras.

Acredita que "ler figuras pode ser fascinante e divertido para crianças".

Ela conversou com a Folhinha para contar um pouco sobre o seu trabalho. Confira:

Você desenhava e lia muito quando era criança?
Sinto que sempre li muito porque minha casa era cheia de livros. E desenhava o tempo todo porque meus pais me incentivavam. Conheci um artista na minha vizinhança que era muito excêntrico. Ele foi o primeiro artista de verdade que conheci e pensei que seria maravilhoso se eu me tornasse uma artista também.

Quando você decidiu se tornar escritora e ilustradora?
Uma ilustração sozinha é apenas uma ilustração. Mas, se você coloca mais um desenho ao lado dela, você cria uma história entre os dois. Eu me interessava muito por contar histórias desse jeito.E queria atingir muitas pessoas. Escrever um livro pareceu ser perfeito para isso.

Que técnicas você usa para ilustrar? Tem alguma favorita?
Depende do tipo de projeto em que estou trabalhando. Gosto do desafio de experimentar materiais novos. Escolhi usar o carvão no livro "Onda" porque eu precisava de algo que pudesse expressar o dinâmico movimento de uma garota. Amo carvão porque ele consegue expressar qualidades contrárias: volume e linhas finas, o estático [parado] e o dinâmico.

Nos livros "Onda" e "Espelho" você conta histórias sem usar palavras. Por que escolheu essa forma?
Geralmente vou por este caminho quando desejo mostrar diretamente uma história, em vez de explicá-la em detalhes. Os personagens nos meus livros sem palavras agem em primeiro lugar. São bem diretos. Mas "ler figuras" pode ser fascinante e divertido para crianças porque é uma maneira especial de literatura; também conta uma história. Além disso, cada criança pode interpretar de um jeito único, preenchendo os brancos entre as páginas com sua própria linguagem, criando seu próprio conto. São os leitores que completam as histórias nos livros sem palavras.

Como surgiu a ideia para o seu último livro, "Espelho"? Você criou primeiro os desenhos ou a história?
É sempre uma imagem-chave que me faz começar uma história. Posso dizer que faço uma história só porque quero usar de algum jeito essa primeira imagem que fica pipocando na minha mente.

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Ilustração do livro "Espelho"
Ilustração do livro "Espelho"
 

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