São Paulo, segunda-feira, 08 de outubro de 2007

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Bispo ex-dependente de drogas é apontado por líder da Universal como seu sucessor

Divulgação/Larousse
Bispo Romualdo Panceiro


DA FOLHA ONLINE

Um trecho da biografia de Edir Macedo põe fim a anos de especulações internas sobre o futuro da Universal: ele aponta finalmente quem será seu sucessor como líder máximo da igreja, no caso de sua morte ou incapacidade permanente.
O eleito é o bispo Romualdo Panceiro, 48, espécie de vice-líder da igreja há 11 anos.
Do ponto de vista hierárquico da igreja no Brasil, está abaixo somente de Macedo.
Fluminense, ex-cortador de cana e ex-dependente de cocaína e maconha, Panceiro é hoje um dos mais populares bispos dos programas da Universal, exibidos todas as madrugadas na Record e na Rede TV. Apesar da pouca escolaridade, é dono de uma retórica incisiva e conduz com segurança entrevistas com fiéis diante das câmeras.
Por causa de seu tamanho (1m90) e jeito considerado bronco, é temido por fiéis e pastores. Mas é só aparência. Sua história é semelhante a de muitos dirigentes. Chegou desesperado à igreja, a qual pisou pela primeira vez em 1981, durante uma crise de depressão.
"Eu passava os finais de semana me drogando. Meu pai era louco. Eu não tinha o que comer", diz ele no livro.
Ascendeu ao posto máximo atravessando todos os degraus: foi fiel, evangelista, obreiro, pastor e finalmente bispo. Nunca ficou um dia afastado da igreja, nem sequer por doença.
Conheceu intimamente o bispo Macedo somente sete anos após sua conversão. Nesse dia iria ganhar um carro (todos os bispos e muitos pastores ficam com carros emprestados e mantidos pela igreja). Só que Panceiro não sabia dirigir e passou vexame.
"Ele é o maior milagre da Igreja Universal", diz Macedo. "Se eu morrer hoje, o Romualdo assume tudo. E tenho certeza de que os demais bispos irão respeitá-lo como me respeitam hoje", diz ele no livro.
Ao saber, pelos autores, que fora indicado por Macedo como seu sucessor, chorou.
A Universal tem 9.660 pastores e 4.750 templos instalados em 172 países. Diz gerar 22 mil empregos diretos no mundo e ter oito milhões de fiéis somente no Brasil. O IBGE, no entanto, calcula 2 milhões.


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