São Paulo, segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Texto Anterior | Próximo Texto | Índice

Na cúpula do Senado, outros 3 sofrem inquérito

ADRIANO CEOLIN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Três membros da Mesa Diretora do Senado -órgão que comanda os trabalhos na Casa-, têm problemas na Justiça. Marconi Perillo (PSDB-GO), primeiro vice-presidente, Mão Santa (PMDB-PI), terceiro-secretário, e Cícero de Lucena (PSDB-PB), suplente de secretário, respondem a inquéritos no Supremo Tribunal Federal.
A Mesa Diretora tem sete integrantes titulares e quatro suplentes de secretários. É ela que define gastos como obras e contratações de serviços.
Mão Santa é o que está mais próximo de perder o mandato. O caso está pronto para ir a julgamento. O relator, ministro Carlos Ayres Britto, deu voto favorável à denúncia. Ele é acusado por desvio de recursos públicos quando era governador do Piauí (1995-2002).
Segundo denúncia, a Secretaria de Administração do Piauí contratou, em 1998, cerca de 900 pessoas "como assessores fantasmas". A maioria seria de lideranças políticas que atuaram na reeleição de Mão Santa, em 2002. Ele disse não se "preocupar": "Minha vida é a mais limpa que tem no país. Essa história é invenção do PT".
Marconi responde por corrupção passiva, prevaricação, tráfico de influência, corrupção ativa e abuso de autoridade, que teriam sido cometidos quando foi governador de Goiás (1998-2006). Segundo petição assinada pela subprocuradora Cláudia Sampaio Marques, ele "participou de suposto esquema de corrupção e pagamento de propina na liberação de créditos de empreiteiras com o Estado de Goiás, tendo os recursos (...) sido usados para saldar dívidas da campanha". Questionado pela Folha, Marconi disse ser inocente: "Até agora, não tive a oportunidade de fazer a minha defesa. Já reuni todos os elementos".
Lucena elegeu-se senador em 2006, o que lhe deu direito de ser processado no STF. Um ano antes, ele havia sido preso temporariamente pela PF por conta da Operação Confraria. Segundo denúncia do Ministério Público da Paraíba, Lucena teria participado de um esquema de fraudes em licitações de convênios para obras e serviços de saneamento, urbanização e infraestrutura quando era prefeito de João Pessoa (1997-2004). A Folha procurou o tucano, mas não obteve resposta.


Texto Anterior: Mais 3 deputados da Mesa são alvo do STF
Próximo Texto: Pará define donos de área rica em mata e minérios
Índice



Copyright Empresa Folha da Manhã S/A. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folhapress.