São Paulo, quarta-feira, 19 de maio de 2010

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Governo agora apoia votação do Ficha Limpa no Senado

Pauta está trancada por MPs, mas projeto pode ser votado em sessão extraordinária

Líder do governo na Casa, Romero Jucá, que tinha dito que apresentaria emendas, se comprometeu a não pedir vista nem fazer mudanças


NOELI MENEZES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo recuou ontem do discurso de que "não tem compromisso" em votar o projeto Ficha Limpa e admitiu que irá apoiar a votação do texto, que pode ocorrer hoje no Senado, se houver acordo e a Mesa marcar uma sessão extraordinária.
O líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio, apresentou questão de ordem sobre a possibilidade de o projeto ser votado hoje, apesar de a pauta do plenário estar trancada por medidas provisórias e pelo pré-sal.
O primeiro-vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), que está como interino na presidência da Casa porque José Sarney (PMDB-AP) está nos EUA, afirmou que responderá ao questionamento do tucano até as 10h de hoje.
"Amanhã [hoje], quero colocar em votação o Ficha Limpa. Será uma grande resposta que o Senado dará ao Brasil", disse Perillo. Segundo ele, se a assessoria técnica da Casa julgar o pedido improcedente, caberá ao plenário a decisão final e, se houver acordo de líderes, "votamos amanhã [hoje]".
"Trabalhamos pela urgência do Ficha Limpa. Mas nossa proposta continua sendo votar o Ficha Limpa e o pré-sal", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ele se comprometeu a não apresentar pedido de vista nem emendas ao texto, que será votado hoje de manhã na Comissão de Constituição e Justiça.
O projeto prevê tornar inelegível quem tiver sido condenado por decisão colegiada da Justiça (mais de um juiz).


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