São Paulo, #!L#Sábado, 05 de Fevereiro de 2000


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Testemunhas fazem relatos confusos e divergem sobre ação

da Reportagem Local

Pessoas que afirmam ter presenciado o acidente divergem sobre a ação da Guarda Civil Metropolitana. Uns dizem que a GCM perseguia a perua acidentada. Outros afirmam que os guardas se aproximaram minutos depois.
O auxiliar de escritório Nilton de Lima Carvalho, 24, que sobreviveu ao acidente, é um dos que dizem ter ocorrido perseguição. Atrás da perua, segundo Carvalho, havia uma Kombi branca da SPTrans e dois carros da GCM.
"Assim que ele viu os fiscais, ele entrou na rota alternativa e começou a acelerar. Olhei para trás e vi os carros", afirma Carvalho.
Segundo o auxiliar de escritório, as passageiras entraram em pânico. "A maioria era mulher, e elas começaram a gritar", diz ele.
A perueira Maria das Graças, 46, que prestaria depoimento na noite de ontem, também relata que houve perseguição, mas narra outras sequência de cenas.
Ela diz que chegou à esquina atrás do Santana, pela avenida Irineu Marinho, viu o acidente e a aproximação da GCM. Graças e Martins haviam usado a mesma rota de fuga para escapar da fiscalização. Antes da avenida São Benedito, porém, diferentemente do que diz o ferido, não havia fiscais.
Diferentes entre si, os depoimentos divergem também da versão apresentada pelo aposentado Paul Max Muller, 82, que afirma ter visto o acidente. ""Não houve perseguição. A perua vinha em alta velocidade, e a fiscalização só chegou minutos depois", disse Muller, que prestou depoimento. É também o que diz o Garra.
O comerciante Wilson Gerbara, 59, que mora em frente ao ponto do acidente, afirma que lia jornal na sala, quando ouviu a batida. "Olhei pela janela, e os guardas já estavam no local."


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