São Paulo, domingo, 05 de março de 2000


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Entre as últimas a desfilar, escolas agitaram as arquibancadas

Leandro de Itaquera e Gaviões levantam público no Anhembi

Evelson de Freitas/Folha Imagem
Abre-alas da Gaviões da Fiel, que entrou na avenida já na manhã de sábado


da Reportagem Local

As escolas Leandro de Itaquera e Gaviões da Fiel empolgaram o público que compareceu ao primeiro dia de desfile das escolas de samba do grupo especial, na sexta-feira, no Anhembi.
A Tom Maior foi a primeira a se apresentar, às 22h50, com atraso de vinte minutos. A escola enfrentou problemas. Um dos carros alegóricos quebrou e os integrantes tiveram de empurrá-lo para chegar até o fim do sambódromo.
A Camisa Verde e Branco levou para a avenida o enredo Mare Liberum nas Terras de Ibirapitanga, que tratou das capitanias hereditárias e das invasões francesa e holandesa.
A escola começou a fazer marketing antes de entrar na avenida. Ainda no início do desfile da Tom Maior os integrantes distribuíram bandeiras da agremiação para a platéia.
Passava um pouco da 1h quando a Mocidade Alegre entrou na passarela do samba. O destaque foi a Globeleza, Valéria Valenssa, madrinha da bateria.
Sua presença causou tumulto, porque os fotógrafos queriam registrá-la do melhor ângulo e os coordenadores da escola procuravam afastá-los para que a bateria pudesse evoluir.
A Mocidade Alegre apresentou problemas em três carros alegóricos, sendo que um deles chegou a emperrar. Para não perder pontos devido ao espaço que se formaria, a solução foi passar três alas para a frente do carro.
A Águia de Ouro causou mais furor na concentração do que na avenida. Depois de transformar a Virgem Maria em uma índia e, com isso, driblar uma liminar judicial, a escola não conseguiu empolgar. Os destaques foram as Ronaldinhas, o Trio Los Angeles, o jogador Vampeta e a modelo Núbia de Oliveira, rainha da bateria.
A história do ciclo do ouro foi contada pela Leandro de Itaquera. Foi a primeira vez na noite que a platéia cantou o samba enredo de uma agremiação. A Leandro levou vários artistas para a avenida e arrancou aplausos do público. Uma ala com deficientes físicos em cadeiras de rodas, com o narrador Osmar Santos à frente, provocou emoção na platéia.
O refrão fácil da X-9 Paulistana fez o público acompanhar o enredo sobre o ciclo do café.
Última escola do primeiro dia de desfile, a Gaviões da Fiel, uma das campeãs do ano passado, levantou sua torcida, que desde cedo já espalhara faixas pela avenida. A apresentadora infantil Jacqueline foi madrinha da ala infantil. Quando a Gaviões deixou o sambódromo, o sol já aparecia. (CG, AS, AI)


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