São Paulo, Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2000


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TRANSPORTES
Prefeitura ainda não liberou sua parte para financiar obra
Começa a construção do Rodoanel de SP

CHICO DE GOIS
da Reportagem Local

O primeiro piso do Rodoanel Metropolitano começou a ser concretizado ontem. A obra, no vão inicial do viaduto sobre a linha da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), acontece em Perus, no trecho oeste do projeto, que terá uma extensão de 31,6 quilômetros quando concluído.
Esse trecho, cuja entrega estava prevista para o final deste ano, deverá ser concluído somente no segundo semestre do ano que vem, segundo estimativas do vice-governador Geraldo Alckmin, que esteve no canteiro de obras da via. Para ele, o atraso é resultado de uma soma de pequenos atrasos: desapropriações, reassentamentos e aprovação do projeto pelos órgãos ambientais.
O viaduto sobre os trilhos da CPTM tem uma plataforma de 175 metros, dividida em cinco vãos, e sustentada por 36 pilares com altura média de 28 metros. Para a concretagem do primeiro vão, com 45 metros, foram utilizados 230 metros cúbicos de massa, distribuídos sobre as armações de ferro fixadas entre as vigas.
O trecho oeste parte da avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em Parada de Taipas, até a Régis Bittencourt. Essa etapa está orçada em R$ 778,6 milhões. O custo total da obra é de R$ 3,2 bilhões. Esse trecho corresponde a 20% da extensão total do Rodoanel, que é de 162 quilômetros.
Um protocolo de intenções assinado em 1998 entre o governador Mário Covas e o prefeito Celso Pitta estabelecia que o Estado arcaria com 50% do custo da obra. Ao município caberia o desembolso de 25%. Os 25% restantes seriam de responsabilidade da União. Até agora, no entanto, a prefeitura não desembolsou nenhum centavo.
De acordo com o vice-governador, o Estado já financiou R$ 110 milhões, e a União, R$ 53 milhões.
No ano passado, havia uma dotação orçamentária na prefeitura de R$ 30 milhões para a obra, mas nada foi liberado. Para este ano, os vereadores reduziram de R$ 10 milhões para R$ 1 milhão a verba para o Rodoanel.
Alckmin considerou "estranho" o fato de a prefeitura ter assinado um protocolo e não estar cumprindo com o acordo.
O projeto que autoriza a prefeitura a firmar um convênio com o Estado para a construção do Rodoanel está parado na Câmara.
"O Rodoanel vai beneficiar a população da capital porque, atualmente, um caminhão que sai de Recife para Porto Alegre é obrigado a passar pelo Butantã para pegar a Régis Bittencourt e, com a obra, isso não acontecerá mais", disse o vice-governador.


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