São Paulo, quinta-feira, 20 de agosto de 2009

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Rodoanel vai custar R$ 500 milhões a mais

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL

Com inauguração programada para o início do ano que vem, o trecho Sul do Rodoanel deverá custar cerca de R$ 500 milhões a mais do que o originalmente previsto, segundo estimativas do próprio governo de São Paulo.
Em recente discurso, o governador José Serra (PSDB) estimou em cerca de R$ 4,5 bilhões o custo total da obra, de 61,4 quilômetros, cálculo que supera em pelo menos meio bilhão de reais a previsão original do governo.
Segundo o secretário de Transportes, Mauro Arce, o contrato, assinado em 2006, previa inicialmente um gasto de R$ 2,5 bilhões na construção de cinco trechos de rodovia. As despesas adicionais, com remoções, desapropriação e meio-ambiente, não estavam incluídas no contrato. Mas a estimativa era de que somassem outro R$ 1,5 bilhão.
O governo ainda não precisou o custo total da obra. Mas Arce explica que a revisão de estimativa se deve a dois fatores: à correção inflacionária fixada no contrato, que é de 2005, e a intervenções que não estavam programadas.
Como exemplo, o secretário conta que a remoção e construção de duas escolas em São Bernardo do Campo não estavam nos planos do governo.
Além do preço, o governo está reavaliando o cronograma da obra. No início do ano, a Dersa chegou a anunciar a antecipação da inauguração da obra. Pelo contrato, ele tem de estar pronta até dia 27 de março. Mas o governo tinha como meta sua liberação ainda em novembro.
Ontem, ao apresentar programa de investimentos a um grupo de empresários, o secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin afirmou que o trecho sul vai ser entregue "no comecinho do ano".
Na tela, que Alckmin exibia em power point, a previsão de inauguração da obra era novembro de 2009.
Presidente da Dersa, Delson Amador, alega que o alto índice de chuvas registrado em julho frustrou a expectativa de inauguração ainda em novembro.
Segundo Amador, a obra estará praticamente concluída em novembro, mas detalhes ficarão para 2010. "Tivemos recorde de chuva em julho. Isso não é suficiente para atrasar uma obra, mas impede o seu adiantamento", justificou.
Na sua apresentação, Alckmin afirmou que os investimentos do Estado este ano chegarão a R$ 20,6 bilhões.

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