São Paulo, sexta-feira, 21 de abril de 2000


Envie esta notícia por e-mail para
assinantes do UOL ou da Folha
Texto Anterior | Próximo Texto | Índice

Prevenção começa aos 50

da Reportagem Local

Quem tem parentes próximos que tiveram câncer de próstata corre risco três a cinco vezes maior de vir a ter a doença. Afora esse dado, nada se sabe sobre as causas que levam ao desenvolvimento desse tipo de câncer.
Por isso mesmo, segundo médicos, a melhor reação a essa doença é o diagnóstico precoce. Homens acima de 50 anos, especialmente aqueles com histórico familiar da doença, devem se submeter periodicamente ao exame de toque e à dosagem de PSA, uma proteína produzida exclusivamente pela próstata e que aumenta com o surgimento do câncer. Segundo Miguel Srougi, esses dois exames podem detectar com antecedência a existência de câncer. Quanto mais cedo for descoberto, maior a chance de cura.
As instituições médicas vêm ampliando as campanhas de alerta. Uma delas, promovida pelo Hospital das Clínicas, está terminando hoje no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo. No ano passado, de 3.000 homens acima de 50 anos que marcaram consulta dentro dessa campanha, 90 descobriram que estavam com câncer. Todos foram encaminhados para tratamento.
Segundo a American Cancer Society, o câncer de próstata atingirá neste ano um em cada seis homens com mais de 50 anos. No Brasil, estima-se que 120 mil pessoas serão afetadas pela doença e 23 mil morrerão. Apesar de suas causas ainda serem desconhecidas, vários estudos mostram que a alimentação pode reduzir o risco do câncer de próstata. Já se sabe, por exemplo, que a ingestão abundante de tomate pode reduzir em até 35% os riscos da doença, de acordo com estudos feitos na Universidade de Harvard.
Outras pesquisas mostram que dietas pobres em gordura animal, como as adotadas pelos orientais, reduzem os casos da doença. Com base nesses estudos, o professor Srougi indica cereais, frutas e vegetais que contêm as substâncias genisteína e daidzeína, como cenoura, brócolis, espinafre, alface, aspargo, ervilha, feijão, soja, melancia e abóbora. Segundo Srougi, esses alimentos inibiram o crescimento de células em laboratório e provavelmente têm algum valor clínico para a prevenção da doença. (AB)

Texto Anterior: Técnica varia conforme a situação
Próximo Texto: Novalgina terá genérico 42% mais barato até o fim de maio
Índice


Copyright Empresa Folha da Manhã S/A. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Agência Folha.