São Paulo, sexta-feira, 21 de abril de 2000


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CRIME
Polícia Federal apreende uma prensa usada para cunhar moedas de R$ 1; o dinheiro falso é mais leve
Grupo pode ter falsificado até R$ 2 mi

Cleide de Oliveira/"Diário Catarina"
Moedas de R$ 1; a do lado esquerdo é falsa, apreendida em São José, Grande Florianópolis (SC)


MAURO ALBANO
da Agência Folha

A Polícia Federal prendeu cinco acusados de integrar uma quadrilha de falsificação de moedas que atuava em Santa Catarina, anteontem, em Registro (SP).
Os cinco foram flagrados com um caminhão F-4000 carregado de equipamentos, incluindo uma prensa, estacionado no restaurante Itatins, no km 444 da rodovia Régis Bittencourt.
A quadrilha pode ser responsável pelo maior derrame de moedas falsas na história do Brasil, de acordo com a polícia.
A prisão foi uma ação da Polícia Federal de Santa Catarina e do Paraná. A investigação em busca de pistas da quadrilha teve início em 7 de abril, quando três pessoas foram presas em Curitiba (PR) com um carregamento de R$ 10 mil em moedas falsas de R$ 1.
O telefone de Márcio José Fogaça -uma das pessoas detidas em Registro-, 24, estava anotado em um papel carregado por um dos presos. Segundo a polícia, o trio preso era formado por "laranjas" encarregados de fazer a distribuição das moedas.
A Polícia Federal descobriu que Fogaça alugava, desde abril do ano passado, um imóvel em São José, na Grande Florianópolis (SC), que tinha sido abandonado na semana passada. No local, foram encontradas lâminas para a confecção do material e R$ 30 mil em moedas ainda não cunhadas.
Os agentes localizaram ontem, em Registro, o caminhão que transportaria os suspeitos e a prensa. Eles tinham a intenção de ir a São Paulo -onde, segundo a polícia, planejavam se esconder.
Fogaça e José Roberto do Santos, 25, estavam dentro do caminhão quando foram abordados pelos policiais. O local foi mantido sob vigilância até a chegada dos outros três suspeitos.
Pedro Correa Júnior, 31, Nabih Roberto Awada, 39, e o italiano Giácomo Laurenti, 50, também foram detidos em flagrante. A prensa foi apreendida, mas não havia nenhuma moeda falsa em poder dos cinco presos.
Laurenti já estava sendo investigado pela falsificação de 20 mil moedas apreendidas em março do ano passado. No mesmo processo, Awada e Correa Júnior também foram indiciados.
Pelos cálculos da polícia, a quadrilha pode ter falsificado até R$ 2 milhões em moedas de R$ 1, em dez meses de trabalho.
"A prensa tem capacidade de cunhar 10 mil moedas em quatro horas", diz Ildo Rosa, assessor de comunicação da PF de Santa Catarina. "A cunhagem é boa, circula tranquilamente", afirmou. A diferença entre as falsificações e as moedas legítimas é o peso, ligeiramente menor, segundo a polícia.
Eles podem pegar de dois a seis anos de reclusão por formação de quadrilha e falsificação de moeda.


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