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País em protesto

VIOLÊNCIA SE ESPALHA PELO PAÍS

* ATOS LEVAM 1 MILHÃO ÀS RUAS MESMO APÓS QUEDA DE TARIFAS * BRASÍLIA TEM AMEAÇA AO PLANALTO E ATAQUE A MINISTÉRIOS * CONFRONTOS ATINGEM 13 CAPITAIS * EM SP, PETISTAS SÃO EXPULSOS DE PROTESTO

Mesmo após a redução em série das tarifas de ônibus, principal reivindicação dos protestos que tomaram conta do país, novos atos levaram mais de 1 milhão de pessoas às ruas e resultaram numa onda de violência e vandalismo em 13 capitais.

Ocorreram ataques ou tentativas de invasão a órgãos dos Três Poderes em nove cidades. Ações de repúdio a partidos políticos foram recorrentes. Em Brasília, que contabilizou mais de 50 feridos, houve ameaça de invasão ao Palácio do Planalto e ao Congresso, depredação de órgãos como Itamaraty e Banco Central e pichação de outros dois ministérios.

As manifestações atingiram cerca de cem cidades, sendo 25 capitais. Hoje há previsão de atos em cerca de 60. O protesto no Rio reuniu 300 mil pessoas e terminou num grande confronto que se espalhou pelo centro e terminou com mais de 60 feridos. Agressores chegaram a atacar um veículo blindado da PM, conhecido como "caveirão". Em Ribeirão Preto, um homem morreu após ser atropelado por um carro que furava um bloqueio de manifestantes --na primeira morte desde que começou a escalada de protestos, há duas semanas.

A presidente Dilma Rousseff cancelou viagens ao Japão e a Salvador e convocou reunião de emergência hoje para avaliar a situação do país. O Exército reforçou a proteção do Palácio do Planalto. O chanceler Antonio Patriota se disse "indignado".

Em São Paulo, a comemoração pela redução da tarifa, de R$ 3,20 para R$ 3, foi marcada por hostilidades de manifestantes contra membros de partidos políticos. Petistas foram expulsos do ato, que reuniu 110 mil pessoas às 20h, segundo o Datafolha.


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