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Ataques em dez cidades deixam 14 mortos e oito veículos queimados

Municípios do interior têm ônibus incendiados, chacina e atentados contra prédios públicos

Alckmin nega crise na segurança pública; ontem, cerca de 200 familiares de policiais protestaram na Paulista

Fernando Martins/Tribuna Impressa
Equipe da polícia retira vítima de chacina do local do crime, no bairro Santana, em Araraquara, no interior de São Paulo
Equipe da polícia retira vítima de chacina do local do crime, no bairro Santana, em Araraquara, no interior de São Paulo
DE SÃO PAULO DO “AGORA” DA ENVIADA ESPECIAL A ARARAQUARA COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Dez cidades de São Paulo foram alvo de ataques criminosos entre a noite de anteontem e ontem, com 14 mortos, veículos queimados e atentados contra prédios públicos, inclusive uma creche.

A violência, antes concentrada em São Paulo e outras grandes cidades da região metropolitana, como Osasco, Guarulhos e municípios do ABC, avançou pelo interior.

Ontem de manhã, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse em Parelheiros, extremo sul da capital, que não há crise na segurança.

Na mesma região, uma das mais violentas da capital, dois policiais foram baleados.

Um investigador foi baleado por homens em uma moto em Pedreira, enquanto um PM levou tiros em Cidade Ademar. Na Penha (zona leste), outro PM foi baleado.

Os ataques de ontem e as 94 mortes de policiais militares desde o início do ano levaram quase 200 familiares de PMs à avenida Paulista em protesto contra o governo. Eles exigiram segurança para a população e a polícia.

INTERIOR

No interior, o caso mais grave ocorreu em Araraquara (a 273 km de São Paulo) com a morte de cinco pessoas em dois ataques. Em um deles, 22 tiros de pistola deixaram três mortos, na primeira chacina do ano na cidade.

Veículos queimados também se espalharam ontem por cidades fora da capital.

Em Leme (a 188 km de São Paulo), bandidos atearam fogo em uma creche, um posto da Guarda Civil, dois ônibus, dois carros e um caminhão.

Os ataques ocorreram após a polícia ter matado um homem que tinha tatuagem com referências à facção PCC.

Em Itatiba, na região de Campinas, a moto de um PM foi incendiada na porta do batalhão. Em Várzea Paulista, região de Jundiaí, dois ônibus foram queimados.

GRANDE SÃO PAULO

Na região metropolitana da capital, onde houve nove assassinatos -a média até setembro era de seis por dia-, ocorreram ataques até em cidades pequenas e médias.

Em Pirapora do Bom Jesus (17 mil habitantes), ataques em dois bairros mataram dois e feriram três. Em Itapevi (201 mil moradores), houve dois mortos e dois baleados.

Os ataques voltaram após dois dias de relativa calmaria e coincidem com o anúncio da primeira transferência de um integrante do primeiro escalão da facção PCC para fora do Estado. O traficante Roberto Soriano, o Betinho Tiriça, irá para o presídio federal de Porto Velho (RO).


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