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Juca Kfouri

Pato no Morumbi

Enfim um clássico que honrou a tradição com todos os ingredientes para ser discutido

No sexto e último clássico desta interminável fase do Paulistinha, São Paulo e Corinthians disputaram um Majestoso digno do nome.

Com o São Paulo melhor no Morumbi com apenas 21 mil torcedores, mas pouco incisivo, contra a frieza do Corinthians, além de uma arbitragem que pode ser elogiada e criticada pelos dois lados.

O apitador deveria marcar falta em Alessandro no gol tricolor e teria errado ao dar o pênalti que virou o jogo?

Não, não havia o que marcar no lance que culminou com o gol de Jadson, e Rogério Ceni, mesmo sem intenção, chutou o pé de Alexandre Pato, que não solou.

O goleiro são-paulino deveria ter sido expulso?

Em tese, sim. Mas, por ter sido sem querer, vá lá que ficasse pelo amarelo.

O São Paulo tem mostrado um Jadson em estado de graça e um Ganso que começa a pegar no breu.

Mas o time de Ney Franco abusou das faltas e entregou o jogo quando Toloi fez o bisonho recuo que resultou na virada.

Já o Corinthians revela um Gil impecável, gigante na defesa corintiana, Danilo que cresce em momentos importantes e autor de um golaço, além de Emerson recuperado -e Alexandre Pato decisivo.

O ex-milanista proporcionou uma furada bizarra de Rogério e acabou atingido pelo veterano goleiro, fulminando-o na cobrança do pênalti.

O Pato que o corintiano quer ver, que não amarela como o do tucupi, mas que calou o Morumbi -embora o gesto de dedo na boca fosse dispensável para colaborar que mais torcedores compareçam ao próximo Majestoso, sem medo de violência.

Majestoso que se repetirá nesta temporada até na Recopa Sul-Americana.

Majestoso que, pelo que se viu nos cinco clássicos anteriores do Paulistinha, confirma a impressão de ser o de maior rivalidade do futebol de São Paulo, outro resultado da crise do Palmeiras, embora o fator principal deva ser mesmo o fato de não ser de hoje que os tricolores ultrapassaram os alviverdes em quantidade.

Some-se a isso a diferença de qualidade no Trio de Ferro, e o resultado não poderia ser outro.

A nota triste do Majestoso tem a ver com o mito são-paulino, Rogério Ceni.

Que tem falhado tanto, nas saídas de bola inclusive, que parece próximo daquilo que dizia o Doutor Sócrates: "Jogador não abandona o futebol. É o futebol que abandona o jogador".

AFETO

Um dia minha neta Luiza, ainda aos 7 anos, brincando de entrevista, me disse: "Vovô, nós, jornalistas, muitas vezes temos de dizer coisas que a gente preferia não escrever, não é?".

Babão que sou, fiquei impressionado com a pontaria tão precoce da observação.

Pois na sexta-feira passada, nesta Folha, com maestria e sensibilidade ímpares, Alcino Leite Neto, em seu depoimento sobre a querida Clô Orozco, mostrou até que ponto Luiza tem toda razão.

A família Orosco Kfouri, comovida, jamais esquecerá.


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