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Juca Kfouri

Dá Corinthians. Dá Santos

Afinal, o que será que dará hoje na primeira final do Campeonato Paulista, no Pacaembu?

QUEM SE METE a fazer previsões sobre economia, tempo e futebol, invariavelmente, quebra a cara.

Verdade que as previsões meteorológicas são cada vez mais precisas, porque as ferramentas são a cada dia mais sofisticadas. Mesmo assim ainda é frequente encontrar o vizinho Antonio Prata de galochas em manhãs ensolaradas. Menos mal que ele nem parece notar.

Assim como não foram poucas as vezes que outro vizinho, Xico Sá, correu ao supermercado para fazer estoque de carne de sol porque especialistas garantiram que a demanda seria maior que a oferta. Não deu outra: as inúmeras mulheres que se deixam levar por seu jeito carente de ser acabaram mais abastecidas do que gostariam, porque o produto sofreu abrupta queda de preço.

Felizmente temos o PVC para nos garantir que faz três anos que Neymar não perde uma decisão estadual e que Cássio também não conhece derrotas em finais.

Aí sobra para o tonto aqui arriscar a previsão sobre quem se sairá melhor hoje no Pacaembu.

E ele não fica no muro, com mais de 40 anos de praia, sem tucanagens.

Corinthians ou Santos?

Ora, é claro que será o Corinthians.

Se não, vejamos.

O alvinegro da capital é melhor que o praiano.

Não fosse ele o campeão da Libertadores e do Mundial, depois de eliminar o rival.

Além do mais, jogará em casa.

Descansado, depois de uma semana só treinando, enquanto o adversário esteve em Joinville, pela Copa do Brasil.

Muricy Ramalho é trabalho? Pois Tite é treinabilidade.

Não bastasse, o Corinthians é o time brasileiro que melhor sabe como marcar Neymar, porque joga à europeia.

Tem ainda um sexto aspecto: irá para cima em busca de tornar o segundo jogo, no alçapão da Vila Belmiro, mera formalidade.

Convencido?

Bem, mas e se não der Corinthians?

Problema algum.

Dará Santos.

Dará Santos se simplesmente houver empate, porque o jogo de volta o terá como anfitrião.

Mas não só.

Dará Santos porque o time só tem o Campeonato Paulista neste momento como alvo, ao passo que o oponente, mesmo completo, tirará o pé nas divididas, pensando no Boca Juniors na quarta-feira.

Além do mais, o Santos tem o melhor jogador do Brasil e disposto a conquistar um tetracampeonato que nem o Rei Pelé conseguiu.

Para não falar da sede de vingança pela eliminação da Libertadores.

Dito isso, sobra o temor de mais um enfadonho 0 a 0 para coroar este pálido torneio.

Se assim for, recorra à prancheta do PVC, já amanhã.

Ou ao Prata, na quarta-feira, e suas imperdíveis explicações sobre o destino que deu ao guarda-chuva que levou ao estádio.

Ou dê um pulo ainda hoje à toca do Xico que preparou, para o lanche dominical do dia de suas tantas mães, carne de sol com tomates, iguaria que sobrou em sua despensa.

Porque, com outro 0 a 0, não conte comigo.


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