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Juca Kfouri

Depressão à paulista

O Trio de Ferro ferrou-se na Libertadores. Por motivos bem diferentes, mas com os mesmos resultados

A MAIOR DECEPÇÃO foi tricolor.

A 16ª participação do São Paulo na Libertadores foi um fiasco impensável para o tamanho do investimento feito.

Também para as expectativas de quem disputou todos os torneios entre 2004 e 2010 e estava de volta depois de ficar fora de duas edições, recordista brasileiro na disputa da taça continental.

Ser eliminado levando uma goleada e um baile do Galo nem foi o pior, tal a diferença técnica que acabou por se estabelecer entre ambos.

Mas terminar a fase de grupos como último dos classificados beirou ao desrespeito, num time cuja espinha dorsal deveria ser composta por Rogério, Lúcio, Ganso e Luis Fabiano, mas que acabou se revelando travada seja pelo passar dos anos, pela irresponsabilidade pura e simples, ou pela inapetência.

O primeiro brasileiro tri da Libertadores, literalmente, caiu de quatro sob os olhares surpresos dos herdeiros de Bolívar e de Tiradentes.

Do Palmeiras não se podia mesmo esperar muito e até que o time permitiu ao seu sofrido torcedor momentos de pura alegria, de amor próprio resgatado, de verdadeira simbiose, apesar dos conhecidos limites técnicos de um grupo fraco.

Esperar que o alviverde na Série B nacional eliminasse o campeão mexicano, convenhamos, era um pouco arrogante demais de nossa parte, por mais que fosse a estreia do Tijuana e a 15ª vez do Palmeiras.

O drama de Bruno fez parte da eliminação numa fase até além da que se imaginava que o time alcançasse, mas apenas fez parte.

O que o Palmeiras não pode é achar que o raçudo Henrique é zagueiro de seleção e que o malemolente Valdivia possa ser solução.

O primeiro ainda vai, na segunda divisão, mas ao segundo só resta ir...para bem longe.

Finalmente o Corinthians, o atual campeão, em sua 11ª participação.

De um dos favoritos à precoce queda ainda nas oitavas se final.

Altitude, morte, grama artificial, portões fechados, o alvinegro demorou para fazer jogos normais em sua decepcionante trajetória.

Caiu porque jogou abaixo da crítica na Bombonera e porque viveu, na noite da despedida, outra jornada anormal, do golaço sem querer de Riquelme ao imbatível arrastão paraguaio.

Pode hoje, com um empate na Vila Belmiro, suavizar em 10% a dor da frustração e da impotência causada pelo trio larápio, mas, mesmo que não venha a ser campeão paulista, é candidatíssimo ao tetra da Copa do Brasil e ao hexa brasileiro sem precisar de grandes mudanças.

Reforçado por Edenílson, sem a ilusão de que Alexandre Pato seja mais do que é, e, necessariamente, com mais fome de gols.

Ao Santos, que não saiu da Libertadores pois nela nem entrou, resta ganhar o tetra estadual e amenizar a depressão paulista, limitando-a aos paulistanos.


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