Saltar para o conteúdo principal Saltar para o menu
 
 

Lista de textos do jornal de hoje Navegue por editoria

Esporte

  • Tamanho da Letra  
  • Comunicar Erros  
  • Imprimir  

Juca Kfouri

Seleção tem futuro

O empate contra a Inglaterra serviu para mostrar que, sem teimosias, dá para sonhar

O SALDO do amistoso contra a Inglaterra foi positivo.

Felipão há de ter visto que as características dos jogadores têm de ser respeitadas e seu esquema a elas deve ser adaptado e não o contrário, como fez durante 70 minutos com Paulinho fora da sua posição.

O corintiano não resolveu como volante de marcação e resolveu como meio-campista que avança.

Neymar jogou para o time em vez de o time jogar para ele porque, afinal, ele ainda não tem todo esse tamanho e fez bom primeiro tempo, inferior apenas a Oscar, o melhor dos brasileiros.

Que tiveram em Hulk o Judas da torcida no novo e festivo Maracanã, embora seja um atacante que não deixa defesa nenhuma em paz e seja capaz de alternar bisonhices extremas com outras jogadas de alta sofisticação.

O décimo empate entre brasileiros e ingleses em 25 jogos, com 11 vitórias nacionais, só não agradou mais porque lá se vão três anos e caqueirada que a seleção não vence um time do primeiro mundo do futebol.

Mas também não precisa ser agora nem mesmo no domingo que vem contra a França.

Quem sabe na Copa das Confederações, projeção que a atuação de ontem permite fazer sem nenhuma pachequice.

Basta que Felipão faça o simples como é capaz e não pense em Filipe Luís se puder controlar a cabecinha de Marcelo (tarefa nada simples, admitamos) que é muito mais jogador.

Além de rezar para Fred não se machucar, porque é notável como o centroavante do Fluminense é capaz de passar um jogo inteiro desaparecido e só aparecer para fazer o gol, como o goleiro inglês Joe Hart, vital para que seus compatriotas não saíssem derrotados no primeiro tempo, pôde perceber.

ESTRANHO

Coisas estranhas andam acontecendo nos campos de futebol.

No jogo mais importante do domingo no Brasileirão, no Independência, a torcida do Galo não lotou o estádio como era obrigatório depois da epopeia vivida pela Libertadores.

São Victor, o herói, saiu caçando borboleta na primeira bola que foi ao seu gol, e o São Paulo só não saiu na frente porque Marcos Rocha salvou na linha fatal.

Já Luan, no lugar de Bernard, com a seleção, perdeu o gol de abertura duas vezes.

A defesa do goleiro no pênalti cobrado por Riascos é comparada àquela do corintiano Cássio contra o Vasco de Diego Souza. Mas é de se dar conta de que o gol de Luan, no minuto final em Tijuana, lembra o de Romarinho, na Bombonera, gols tão sintomáticos para se definir a sorte de campeões como as intervenções dos goleiros.

Libertadores à parte, quem esperava a pressão total do Galo no começo do jogo viu o inverso, com o São Paulo partindo para o sufoco, como fizera, com sucesso, duas vezes no Morumbi.

O Galo sem Réver e Bernard, o São Paulo sem Jadson e Luis Fabiano, disputaram um clássico mais lutado que jogado, com pouco brilho e domínio tricolor, mesmo depois que ficou com dez jogadores.


Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página