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Kfouri na Copa

Souvenirs tricolores

O PRIMEIRO Brasil x França de minha vida é inesquecível como devem ser as primeiras vezes: o da Copa de 1958.

Aquela França de Kopa e Fontaine, melhor ataque do torneio, assustava o complexo de vira-latas, apesar de a melhor defesa ser a nossa.

Pois se o time bleau-blanc-rouge havia feito 7 a 3 no Paraguai na estreia, tomou de 5 a 2 no que Edson Leite descreveu pelo rádio como "primoroooosa exibição brasileira".

Verdade que os tricolores ficaram com dez jogadores ainda com o jogo empatado 1 a 1, mas levaram uma sova como castigo por terem sido os primeiros a vazar a metar de Gylmar, já na semifinal.

De lá para cá, as outras vitórias nacionais foram em amistosos --como o de hoje, que nem será preciso vencer, mas evoluir.

Porque os quatro jogos oficiais que se seguiram acabaram com festa ao som da Marselhesa.

Que tristeza!

Na Copa de 1986, o jogo terminado em 1 a 1 e decidido nos pênaltis, bola na trave, nas costas de Carlos e França nas semifinais, no dia em que os geniais Zico, com o jogo em andamento, Sócrates e Platini perderam cobranças da marca da cal.

Também jamais esquecerei ter ouvido do Magro que eu deveria ter alertado os telespectadores para o fato de ele ser cobrador sempre do quinto e último pênalti, nunca do primeiro, como aconteceu.

A maldade cometida pelo deus dos estádios naquela tarde teve uma crueldade com requinte: Zico acabara de entrar em campo no segundo tempo, tinha se preparado feito um monge guerreiro para poder jogar aquela Copa, sua derradeira, com o joelho estropiado. A primeira bola que pegou, 1 a 1 no marcador, enfiou de maneira brilhante para Branco sofrer pênalti. Imagine o que ele pensou: "Valeu o sacríficio, chegou a minha vez, este pênalti é meu". Será? Pois, perdeu.

Mas nada como uma Copa após a outra?!

Nada mesmo.

Veio a de 1998, com o Stade de France sendo palco na final da mais impressionante, e comovente, execução do hino francês desde a Segunda Guerra Mundial, cantado a pleno pulmão enquanto Ronaldo se recuperava de uma convulsão e Zidane liderava um baile que acabou 3 a 0.

Como esquecer do ar de reprovação do Cony ao me ver sair da tribuna com o jogo em andamento? Ele desconhecia que eu tinha de fazer o "Cartão Verde", do outro lado da cidade, e imaginou que fosse só gesto de mau perdedor.

Para piorar, veio a Copa das Confederações em 2001, na Coreia do Sul, e o time de Emerson Leão levou de 2 a 1. Admito que desse jogo só fui lembrar ao pesquisar.

Mas o da Copa de 2006 é também desses que ficam guardados, menos pelo 1 a 0, nas quartas de final, em Frankfurt, mais pela exibição impecável de Zidane em seu canto do cisne, uma verdadeiro homem-equipe ao mesmo tempo que um solista genial.

Allez, Brésil!


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