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Juca na Copa

Todos japoneses

O JAPÃO CHEGOU.

O Brasil também, se bem que jamais tenha saído de Brasília, esta cidade marciana para os visitantes e que só revela seus encantos, muitos, para quem mora nela.

Como não moro, estranho, do mesmo modo que tenho dificuldade em olhar para o jogo de estreia e temer.

Admito que as coisas mudaram no mundo do futebol e que o que era pejorativo virou nivelamento, porque os que eram só japoneses progrediram e os que não eram permitiram ser alcançados.

Só acho que deva ser registrado que o rival na abertura da Copa das Confederações chegou da Ásia anteontem, praticamente ao mesmo tempo em que a seleção brasileira chegou de Goiânia --se isso não faz diferença, teremos de concluir que nossos times exageram na antecedência com que vão ao Japão para disputar o Mundial de Clubes.

Brasília mostrou agilidade no credenciamento da brava equipe desta Folha, e seu novo estádio, que exorbitou nos custos ao quase dobrar o previsto (de R$ 745,3 milhões para R$ 1,2 bilhão) para se tornar, ao lado do Maracanã, o mais caro de todos, virou um marco imponente e belo até para a arrojada arquitetura da capital federal.

Sim, tudo indica que será, como o Soccer City em Johanesburgo, um lindo elefante branco. Pena que nas placas que indicam como chegar a ele seja chamado de Estádio Nacional, suprimido o nome mágico de Mané Garrincha.

Lembremos que a Fifa garante não ter nada a ver com isso e sou obrigado a reconhecer que a má ideia nasceu assim que o antigo Mané Garrincha foi ao chão, num tombo surpreendente como os que ele causava ao driblar seus marcadores.

Diz a lenda que Garrincha tratava todos como João, como chamávamos quem não sabia jogar bola de japonês.

Temor mesmo há em relação a como se comportarão as telecomunicações no sábado, tantas foram as lambanças causadas pelo atraso na entrega do estádio, e pela incompetência do falido COL que, embora no Rio, parece fazer parte de um Brasil irreal, outra marca da capital.

Nisso, convenhamos, os japoneses ganham de goleada.

Gostaria de estar aqui só pelo futebol, por mais que haja incertezas em torno do time em obras da CBF.

Mas sempre que venho aqui e lembro dos que querem mudar a sede da CBF para Brasília, imagino a festa, de arromba, que a mudança acarretaria, para tornar ainda menos transparentes os bastidores de nosso esporte predileto.

Enfim, cá estamos, Marcel Rizzo, Martín Fernandez, PVC, Sérgio Rangel e eu para tentar contar a você, rara leitora, raro leitor, o melhor, o pior e o mais ou menos desta Copa das Confederações.

E se você, como eu, sentiu falta de alguém, não se preocupe: Tostão, um dos jogadores menos japoneses da história, nos ilumina de sua BH.


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