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Juca na copa

Pobre América

GUARDADAS AS PROPORÇÕES, ou não, só porque a Espanha já foi campeã mundial e a Holanda jamais, os uruguaios padeceram no Recife do mesmo modo como sofreram na Copa-74, na Alemanha, quando se viram diante de Cruyff, Neeskens e companhia ilimitada, sob as ordens do genial Rinus Michels.

Porque ontem eles não viram a bola como então, e seus rivais, generosos, limitaram-se a fazer 2 a 0 e administrar.

Daquele dia, ouvi de dom Pedro Virgilio Rocha, um dos maiores jogadores de todos os tempos, a seguinte história, que relato sem poder ser exato. Disse Pedro Rocha: "Duas vezes em minha vida adulta pedi por minha mãe. A primeira quando joguei meu primeiro Peñarol e Nacional no estádio Centenário de Montevidéu. A segunda no começo do jogo contra a Holanda na Copa de 74. Na primeira bola que peguei, quando levantei a cabeça para ver o que fazer com ela, vieram dois jogadores laranjas, um de cada lado e me roubaram a bola. Não entendi. Quando peguei a segunda bola, vieram quatro. E pensei: O que é isso?'. Quando me roubaram a bola pela terceira vez, pedi por minha mãe. Aquilo não era o jogo que eu conhecia e achava que sabia jogar."

Os uruguaios não têm um Pedro Rocha hoje como o Brasil não tem um Pelé. Mas o que Xavi, Iniesta e companhia também ilimitada fizeram com os campeões da América no primeiro tempo, quando chegaram a ter 83% de posse de bola, deu pena.

Deu pena e faz pensar, ainda mais depois que o competente e ponderado técnico Oscar Tabárez, antes do jogo, dissera que em dez jogos os espanhóis ganhariam nove.

Será mesmo tão grande a diferença entre o jogo dos campeões da Europa e o dos da América? Se for, Felipão, o que fazer? Gritar socorro?

BAGUNÇA

A esbórnia continuou no Recife e no Rio. O que acontece não são erros naturais num evento-teste.

Não se achar a chave do portão como aconteceu em Pernambuco, ou a telefonia não funcionar no Maracanã, é indesculpável. O pessoal técnico da Fifa está num nível de irritação que permite supor que cabeças rolarão no COL assim que a Copa das Confederações acabar.

DEPRIMENTE

Que José Maria Marin, instruído por brilhantes gestores de crise, tem forçado encontros constrangedores é sabido. Mas nada explica que quem não queira apareça sorridente a seu lado como fizeram FHC, Lula e a presidente Dilma Rousseff. Francamente, que papelões!


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