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Juca na Copa

Lá vem a Roja!

NUNCA JAMAIS na história da seleção brasileira desde 1958 houve um jogo com as características desta decisão da Copa das Confederações.

Um jogo inusitado porque os brasileiros, mesmo em casa, não são os favoritos.

Mais: não fosse o jogo contra a Itália, os espanhóis, além de favoritos, seriam candidatos a golear, como fez o Barcelona contra o Santos, embora ali os catalães tivessem quem faz muita falta à Roja (ainda há quem a chame de Fúria, hein?), o hermano Lionel Messi.

Diversas vezes, desde que a primeira taça do mundo veio para o Brasil, nossa seleção enfrentou times campeões mundiais.

Mas em nenhuma, fossem os alemães, em amistosos, os ingleses, como na Copa de 1970, os franceses, italianos ou argentinos, o jogo era cercado pelo quase temor do enfrentamento como hoje.

Motivos há para tanto, mesmo com o desgaste espanhol depois de enfrentar uma prorrogação dramática e uma temperatura de rachar mamona em Fortaleza e apesar de o jogo no Maracanã, à noite, vir a ser disputado em clima quase de verão europeu.

De todo jeito, Brasil x Espanha era o jogo que os brasileiros, e o mundo, queriam ver agora --como França x Brasil, na Copa do Mundo de 1998, foi o jogo que os franceses queriam.

O risco de o resultado se repetir não é pequeno. Só que, então, favoritos eram os brasileiros, que não contavam nem com Zidane nem com o transtorno causado pela convulsão de Ronaldo.

Friamente, é possível dizer que uma derrota digna no domingo será bem-vinda, porque uma vitória nacional poderá criar um clima enganoso em torno do time de Felipão. Mas quem quer perder?

Recomenda-se, ao menos, já que as novas gerações não sabem cantar "As touradas em Madrid", como em 1950, que a torcida não apupe o genial Iniesta, pois, como ensinou Armando Nogueira, Deus castiga quem craque fustiga.

Que a Espanha é mais entrosada, muito mais experiente e tem mais jogadores que desequilibram é quase desnecessário dizer.

Vontade de ganhar o título inédito também eles têm mais, porque afinal o Brasil já conta com três na estante, além da superstição de que ganhá-lo é mau sinal para a Copa que interessa, a de 2014.

Não se imagina nenhuma festa nas ruas do Brasil caso a taça seja conquistada amanhã. Mas negar que acabou virando uma questão de honra quem há de?

Então, vamos alegremente e com espírito leve às touradas em Madrid, para tim bum, bum, bum!


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