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Juca na copa

Bola ao sexto

JOGOS PRA valer, brasileiros e espanhóis disputaram cinco, todos em Copas do Mundo, com três vitórias nacionais e uma derrota. O sexto é hoje.

Da derrota, na Copa de 1934, em Gênova, na Itália, nada a dizer, porque nem sonhava em nascer e o 3 a 1 não tem registro especial.

Já a goleada em 1950, no Maracanã, é daqueles jogos que lamento não ter vivido, porque o 6 a 1 entrou para a história com mais de 150 mil vozes cantando "Touradas em Madrid".

Mas, convenhamos, um bebê de quatro meses não tinha nada mesmo a fazer lá. Consta que, injuriados com o para tim bum, bum, bum, os espanhóis nunca mais aceitaram jogar no Brasil. Parece lenda, mas das boas.

Os demais três jogos, vivi intensamente.

O da Copa de 1962, pelo rádio e, no dia seguinte, em "videotape", o célebre jogo da virada com dois gols de Amarildo, o Possesso, o atacante do Botafogo que entrou no lugar de Pelé, vítima de uma distensão na virilha que o tirou do torneio.

A Espanha eliminava os campeões mundiais de 1958, em Viña del Mar, no Chile, e Garrincha e Amarildo salvaram a pátria, com a colaboração do apitador que anulou um gol legal, de bicicleta, dos rivais, o que faria 2 a 0.

É também famosa a andada de Nílton Santos para fora da área no lance que originou o gol anulado, numa falta que ele não cometeu mas que, apitada como foi, deveria ter sido cobrada da marca da cal.

Lembro de Walter Abrahão, da TV Tupi, reclamando que Garrincha não soltava a bola e driblava sem parar segundos antes de cruzar para Amarildo marcar o segundo dos gols salvadores.

Já o empate sem gols em Mar del Plata, na Argentina, na Copa de 1978, teve de espetacular o lance em que o quarto-zagueiro Amaral, revelado pelo Guarani e depois consagrado no Corinthians, salvou na linha fatal, uma bola que Emerson Leão não pôde defender. Vi ainda pela TV, mas já como um dos editores da revista "Placar".

Em 1986, na segunda Copa no México, em Guadalajara, estava no estádio Jalisco quando a seleção brasileira venceu por 1 a 0, gol de Sócrates, e o árbitro australiano não validou um gol espanhol que, nesta Copa das Confederações, seria assinalado pelo olhar eletrônico junto à trave.

A torcida espanhola passou o resto daquela Copa chamando o apitador de canguru e fazendo uma rima feia que não é a óbvia que você pensou porque não era feita em português. Hoje estarei no Maracanã para ver que seleção rima com campeã.


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