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Juca Kfouri

Luz amarela em São Paulo

O futebol paulista começa muito mal o Brasileirão e dificilmente terá, no fim, um time como campeão

O SOBERANO São Paulo, com dois jogos a mais que seus concorrentes, está simplesmente em antepenúltimo lugar.

Completou o recorde, em quase 80 anos de história, de 12 jogos seguidos sem vitória mas, mesmo assim, teve mais motivos para festejar o 0 a 0 com o Corinthians do que o campeão mundial, que empatou pela quinta vez em nove jogos, marca literalmente medíocre, ainda mais para quem andava acostumado a fazer gato e sapato do rival.

Resultado: o São Paulo que, aposto, ainda brigará por vaga na Libertadores, passará bom tempo na zona do rebaixamento e o Corinthians, de quem tanto se espera, está sete pontos atrás do líder Cruzeiro.

O melhor paulista é o Santos, mas só um ponto à frente do Corinthians e nem o mais ardoroso torcedor praiano imagina o time lutando pelo título. A Ponte Preta lutará para ficar na Série A e a Portuguesa é candidata certa à Série B.

Quem está mais perto de um título é o Palmeiras e também ele decepcionou no fim de semana. Dizem que o Paulistinha é o Estadual mais forte do Brasil. Será mesmo?

GALLO MANCO

Alexandre Gallo, que cuida das categorias de base da CBF, é discípulo de Vanderlei Luxembergo e foi contratado por José Maria Marin.

Na seleção dele, Neymar, com seu cabelo marrento e brincos reluzentes, não jogaria, porque, antes de mais nada, Gallo quer jogadores sem adereços, de caráter, como se uma coisa tivesse a ver com a outra. Terá aprendido com o professor? E será o novo chefe o seu paradigma?

FEBRE DE BOLA

O imperdível livro que leva o título acima, do inglês Nick Hornby, está sendo relançado pela Companhia das Letras, com 351 páginas, em tradução superior à da edição original, e com introdução, do próprio autor, que vale o livro mesmo para quem o conheça de cor e salteado.

Escrito para comemorar o 20º aniversário da obra, a introdução mereceria ser reproduzida integralmente em quantas colunas fossem necessárias. Porque é o retrato sem tirar nem por do que já estamos vivendo no Brasil com os novos estádios e uma projeção preocupante para quem teme a exclusão dos excluídos nas chamadas arenas.

A ponto de Hornby dizer que não sente nenhum orgulho quando atribuem ao seu livro, por sinal o primeiro que escreveu, o começo da modernização do futebol inglês.

Para mim, o escritor escrevera "apenas" uma fabulosa declaração de amor ao Arsenal e mostrara como toda a vida do apaixonado por futebol pode ser contada tendo como referência só as vitórias, derrotas e empates do time de coração, além de ser comovente depoimento sobre suas relações com o pai, com quem só se entendia nos campos de futebol.

Vinte anos depois virou ainda mais do que isso.


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