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Juca Kfouri

O Timão está voltando

A segunda vitória seguida e a perspectiva de mais uma, em Santos, revelam um novo velho Corinthians

NESTA TEMPORADA, sempre no Pacaembu na Libertadores, inclusive no empate com o Boca Juniors de Amarilla, o Corinthians lembrou o time de 2012. Nas duas vitórias sobre o São Paulo na Recopa, também.

Ontem, em Criciúma, com menor grau de dificuldade técnica, mas onde o visitante sempre sofre, o time fez um primeiro tempo impecável, com direito a uma pintura de gol dos pés de Renato Augusto. O 2 a 0 foi pouco diante da superioridade dos campeões mundiais, que ainda tiveram um terceiro gol mal anulado.

Somada à vitória anterior em casa, ante o Grêmio, quando o empate não seria injusto, esta em Santa Catarina pareceu daquelas que permitem dizer que o Corinthians está prestes a reencontrar o equilíbrio perdido com a eliminação da Libertadores e com a perda de Paulinho.

Irá a Santos na condição de mais que de favorito, quase com a obrigação de vencer um adversário destroçado e, provavelmente, diante de uma envergonhada torcida, mais disposta a atrapalhar que ajudar.

Como no domingo seguinte, no Pacaembu, o rival será o Vitória, a chance de o Corinthians estar por cima na segunda-feira que vem é apreciável.

ESTADO DE CHOQUE

O que dizer dos 8 a 0?

Admito ter esperado o tempo passar para dizer qualquer coisa além da sensação de que os catalães jogaram um jogo diferente do que os praianos jogam. Ou a de que tenha sido um jogo de homens contra meninos, por mais que alguns dos santistas sejam quase anciãos.

Estará a história do grande Santos manchada para sempre? Chamuscada está e o tempo terá de passar para o vexame ser esquecido.

Mas, para sempre? Nem pensar!

Uma conquista de um título importante tratará de repor as coisas em seus lugares. Ou o Santos não levou sete do Corinthians, em 2005?

Depois, quem caiu para a Série B? Depois, quem primeiro ganhou uma Libertadores?

O candidato a ser goleado na semana que passou era o São Paulo, não o Santos. Mas o tricolor, consciente de suas limitações, saiu de Munique com um placar digno contra o Bayern. Dá para tirar conclusões definitivas sobre o que houve nos dois jogos dos brasileiros?

Dá sim. Dá para dizer que se ambos, assim como seus dez parceiros dos grandes clubes do país, se impusessem, estes jogos seriam disputados em situações mais parelhas, sem correrias e desgastes amadorísticos. Bastaria não aceitar o calendário político da dona CBF para tudo ser diferente, sem negar a disparidade, também por isso, entre alemães, espanhóis e brasileiros.

Quanto ao Santos, mesmo aqueles que só pensam em dinheiro, incapazes de perceber o bem que Neymar fez ficando no clube, recolherão suas baterias caso o time obtenha uma improvável, mas possível, vitória depois de amanhã.


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