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Juca Kfouri

Um estádio espetacular

O palco corintiano em Itaquera impressiona por fora e faz cair o queixo ao ser visitado por dentro

A CASA do Corinthians choca.

Comparada aos estádios que foram usados na Copa das Confederações é a de maior personalidade, inconfundível. Se por fora se impõe imponente como, de resto, é comum a quaisquer obras de grande porte, por dentro se distingue pelo primoroso acabamento, com requintes à altura dos melhores centros comerciais de São Paulo. O piso é todo de mármore em preto e branco.

Os banheiros, totalmente automatizados, lembram os dos melhores hotéis pelo mundo afora. Os vestiários são um show à parte. O que será usado pelo Corinthians, então, dá vontade de ficar morando nele.

O torcedor terá visibilidade 100%, sem nenhum ponto cego para um gramado com grama inglesa inteiramente plantado oito meses antes da inauguração, bem diferente do que se fez pelo país afora, e com a promessa de jamais servir de palco para qualquer outra atividade que não seja jogar futebol.

O projeto do arquiteto carioca, e torcedor do Fluminense, Anibal Coutinho, é tão original e funcional que além de redundar num custo final de R$ 855 milhões, bem abaixo, por exemplo, do Mané Garrincha e do Maracanã, com acabamento incomparavelmente superior, permite o acesso dos torcedores com facilidade desconhecida em São Paulo.

O vão livre de 170 metros da cobertura, que abrangerá 95% do estádio, será o maior da América Latina, numa impressionante obra de engenharia --e a fachada principal, praticamente concluída, é composta, de fora a fora, pelo maior telão do mundo, de 3.400 metros quadrados. Uma outra fachada, envidraçada, terá o distintivo centralizado, de fazer chorar corintianos de todas as idades.

O Corinthians mantém a garantia de que 40% do estádio será popular, com ingressos por volta de R$ 20 aos sócios-torcedores, fala com orgulho do fato de não ter enfrentado greve dos trabalhadores e da segurança dos operários, sem nenhum acidente grave.

A manutenção de tudo isso, incluídos, entre outras coisas, um auditório para entrevistas com 400 lugares, além do museu e da sala dos troféus, que sairão do Parque São Jorge, e estacionamentos para mais de 2.500 automóveis, deverá custar, segundo calcula o comandante da obra, Andres Sanchez, mais de R$ 3 milhões por mês.

Mais ou menos o que deverá render cada um dos 35 jogos por ano no estádio, além da renda dos restaurantes, da loja, dos shows e outros eventos que, estima, deverá chegar aos R$ 200 milhões anuais.

O maior desafio está na distância de cerca de 20 quilômetros entre a velha casa, o Pacaembu, e Itaquera. Corintiano rico, que pagará pelo pobre, irá?

Com o Morumbi, São Paulo não precisava de estádio para a Copa do Mundo. A Fiel não tem nada com isso e agradece o fabuloso presente dado pela covardia dos tucanos.


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