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Juca Kfouri

Na minha casa ou na sua?

A velha pergunta, que faz a delícia dos namorados, ainda vale para o futebol. Mas deveria valer?

MATA-MATA sempre traz a dúvida: melhor jogar a primeira em casa ou fora? Mais uma vez, a valer pelo que as oitavas de final da Copa do Brasil mostraram, a pergunta não faz sentido.

Exceção feita ao Inter que, no caso, poderia até ter feito os dois jogos na casa do Salgueiro, e ao Botafogo, todos os demais classificados para as quartas de final fizeram o jogo da volta em seus campos.

Diga-se que o Botafogo foi quem se aproveitou melhor no jogo de ida, ao livrar dois gols ante o Galo, diferentemente dos restantes que ganharam sempre por só um gol, fora o Nacional que perdeu do Vasco.

Se para os namorados deve ser muito confortável poder fazer a escolha, para os clubes talvez seja melhor mesmo deixar que o sorteio resolva a questão.

A menos que a disparidade seja tamanha que mais valha resolver a classificação no primeiro jogo e poder se poupar no segundo, como fez o Inter, embora também o Vasco tenha feito o mesmo, em Manaus.

Verdade que o Flamengo se qualificou por um triz, nos minutos finais, e o Grêmio só escapou da decisão nos pênaltis também no final, em castigos que o Cruzeiro mereceu por se acovardar no Maracanã e que puniu injustamente o Santos.

O Goiás foi categórico no embate com o Fluminense e as desculpas de Vanderlei Luxemburgo foram só desculpas, como sempre, incapaz que ele é de lidar com mata-matas.

O Atlético-PR superou o Palmeiras com tal facilidade que poderia ter dobrado os 3 a 0, o que se deixa em xeque o trabalho de Gilson Kleina não deveria fazer de Luxemburgo opção. Mas, como diria a namorada do vovô, sua alma, sua palma.

Já o Corinthians passou, mal, pelo Luverdense, e com requintes de crueldade, porque deixou no time mato-grossense o gostinho de que com um pouco de sorte teria dado. Teria, mas não deu, também porque o goleiro Cássio não deixou.

Todos os jogos daqui para a frente são imprevisíveis, entre outras razões porque é impossível prever como estarão os times em outubro.

Seja como for, tirante no clássico Botafogo x Flamengo, os agraciados com o segundo jogo em casa, coisa que será definida na quarta, terão motivos para estar mais otimistas que os rivais. Apenas isso, porém. Mais otimistas, sem contar com o ovo antes da galinha, como, outra vez, diriam as vovós.

MODERNA?

Voltar aos anos 90 com Luxemburgo, ou perder o zagueiro Vilson por causa de um contrato mal feito, dá a medida de quão inovadora é a direção do Palmeiras.

GRATIDÃO

Vivêssemos num futebol civilizado e hoje seria tarde para o Pacaembu reverenciar jogadores como Chicão e Elias. Mas, se duvidar, lá estarão as feras de Oruro, do Mané Garrincha, os do ódio.


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