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Juca Kfouri

Pato e Douglas, entendeu?

Como reclamar de goleada no dia do aniversário e sobre quem eliminou o líder do Brasileirão?

DOMINGO ENSOLARADO de primavera, dia dos 103 anos do Corinthians, pela frente o rival Flamengo que acabara de eliminar, da Copa do Brasil, o Cruzeiro líder do Brasileirão, 40 mil torcedores no Pacaembu, recepção generosa para dois ídolos alvinegros, Chicão e Elias, 4 a 0 no placar, um gol para cada 10 mil torcedores. Reclamar do quê?

Da primeira metade do primeiro tempo até que Douglas lembrasse Sócrates e desse de calcanhar para Romarinho achar Alexandre Pato e o aniversariante de hoje, 24 anos, abrisse o marcador?

OK, vale, porque, de fato, até ali o jogo estava tão maçante como o interesse das duas maiores massas do país, corintianos e flamenguistas.

Depois não. Depois foi só festa.

Pato teve sua melhor atuação com a camisa alvinegra, ao mostrar aquilo que dele se sabe, ou seja, com a bola no pé é um artista, embora lhe falte o entendimento do jogo coletivo. Seu segundo gol, o do dois vira quatro acaba, valeu como uma pintura, uma tela em preto e branco, ou em vermelho e preto, para a galeria corintiana.

Então o Corinthians pôs o Flamengo na roda, deu olé, levou bronca de Tite e voltou para o segundo tempo disposto a deixar o time carioca jogar para liquidá-lo nos contra-ataques.

Se Tite já havia mexido com a cara do jogo com a simples inversão de Romarinho com Pato, o primeiro indo para a esquerda e o segundo para a direita, mais feliz há de estar com Douglas.

Quis o deus dos estádios que o terceiro gol saísse de mais um chute de Pato para Romarinho aproveitar o rebote. O quarto, de pênalti cavado por Emerson, poderia ter sido o terceiro, se o apitador marcasse um braço na bola de Chicão em outro lance de Pato.

Precisa mais?

Precisa porque ainda melhor que o brilho, enfim, de Pato, foi o de Douglas, que acertou uma jornada memorável em todos os aspectos, porque não só participou de três dos quatro gols (o lançamento para Emerson se jogar na área foi também dele) como ainda deu combate e mostrou um comprometimento que não é de seu estilo bola no pé.

O Brasileirão, após a antepenúltima rodada do turno, mostra já um grupo de cinco times na luta pelo título e pela Libertadores, grupo no qual o Inter não está, embora pareça improvável que não venha a estar apesar da sua desvantagem em não ter o Beira-Rio para jogar.

RIO-SÃO PAULO

Terminado o primeiro turno do Rio-São Paulo particular que se disputa no Brasileirão, em 20 jogos os paulistas venceram seis e os cariocas quatro, com dez empates.

Se a contagem extrair os jogos de Ponte Preta e Portuguesa, levar em conta apenas os 12 jogos entre os sete grandes, os cariocas se limitam a uma vitória, do Botafogo sobre o Santos, e os paulistas têm quatro.


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