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Juca Kfouri

Maracanã em novo astral

O cartão de visitas do futebol brasileiro nasce festivo ao contrário do velho estádio que desapareceu

OS CARIOCAS sempre amaram o Maracanã, palco das estripulias de Garrincha, dos gols de Zico, da elegância de Nilton Santos.

Razões, como se vê apenas por estes três pouquíssimos exemplos, sobravam para ter o estádio no coração e na memória.

Desnecessário dizer, no entanto, que o palco da final da Copa de 1950 nasceu Maracanazo.

Depois, tantas foram as vitórias paulistas no "maior do mundo" que ele passou a ser chamado de Recreio dos Bandeirantes, gramado preferido das seleções de São Paulo quando existia, e tinha graça, os campeonatos brasileiros de seleções. Basta dizer que o time da FPF ganhou os quatro torneios disputados nos anos 50.

Como passou a ser o estádio escolhido pelo Santos, que lá viveu sua maior glória, a do bicampeonato mundial, em 1963, ao derrotar o Milan --assim como lá impôs impiedosas goleadas no estrelado Botafogo de Mané e Nilton Santos.

Não bastasse a famosa vitória de 4 a 1 do Palmeiras de Telê Santana sobre o Mengo de Zico, em 1979, foi ainda no Maraca que o Corinthians ganhou o primeiro Mundial de Clubes Fifa, e em disputa com o Vasco de Romário, Edmundo e Juninho Pernambucano.

O show dos palmeirenses Mococa e Baroninho sobre o Fla de Cláudio Coutinho acabou por valer a Telê o convite de Giulite Coutinho (nenhum parentesco com o técnico carioca) para dirigir a seleção brasileira nas eliminatórias e para a Copa da Espanha.

Eis que o novo Maracanã, que tanta discussão tem causado sobre se perdeu ou não sua velha alma, nasce com duas grandes festas, tanto na decisão da Copa das Confederações quanto da Copa do Brasil, verde e amarela e rubro-negra --como escreveu Fernando Calazans, os dois times mais populares do país.

Que seja o prenúncio de novas alegrias na esperada final da Copa no próximo dia 13 de julho de 2014.

AGORA SÃO CINZAS

Inútil negar que as mortes traumatizaram a tal ponto o estádio corintiano que a ansiada assinatura do contrato de financiamento pelo BNDES e a Caixa com o clube soou, anteontem, como mera formalidade burocrática. Sob a sombra do guindaste.

É ELES, MANO!

Estará o torcedor do Flamengo engasgado ou feliz com Mano Menezes?

Fosse rubro-negro, estaria feliz.

Afinal, ele deixou o time a tempo de Jayme de Almeida levá-lo ao tri da Copa do Brasil.

LA MACACA!

Os hermanos argentinos adoram nos chamar de macaquitos. A famosa manchete do diário esportivo portenho "Olé", por sinal, conta seu chefe de Redação, Leo Farinella, é até hoje motivo de arrependimento no jornal.

Não deixa de ser uma boa ironia que a Ponte Preta, que já eliminou o Velez Sarsfield, tenha agora a missão de passar pelo Lanús para ser o único paulista na Copa Libertadores.

Dale, dale, dale Macaca!


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