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Juca Kfouri

Estádios repletos no fim

Mas tudo não estava decidido no Brasileirão? O que tanta gente foi fazer nos estádios pelo país afora?

O ÚNICO estádio vazio na penúltima rodada do Brasileirão foi o de Campinas, onde a Ponte Preta rebaixada recebeu a Portuguesa.

Mas, como, se o campeonato já tinha seu campeão?

Pois é.

Tem quem goste só de seu time, tem quem olhe apenas para o próprio umbigo e tem quem goste de futebol, além do time de coração.

Como, por exemplo, não se interessar, e não se emocionar, com quase 50 mil torcedores no Mineirão que foram festejar o campeão Cruzeiro e viram uma cardíaca vitória do Bahia, nos segundos derradeiros, para salvá-lo do rebaixamento?

Como não olhar para a massa amarela, quase 19 mil ontem, do Criciúma Dortmund e deixar de se juntar a ela em sua luta para permanecer na Série A e compor o trio catarinense, com Chapecoense e Figueirense, na primeirona? Sim, mesmo com um gol absolutamente irregular.

Diria que até mesmo quem gosta apenas do time do coração teve motivo para ir ao estádio, como mais de 35 mil corintianos foram ao Pacaembu se despedir de Tite e do capitão Alessandro.

E o vascaíno que foi ao Maracanã para apoiar sua moribunda equipe contra o rebaixado Náutico --56 mil deles--, apenas dez mil a menos que o número de rubro-negros que estiveram lá para ver a final da Copa do Brasil?

Nós, brasileiros, somos mal educados também no esporte.

Nós, em regra, não ligamos para tênis, mas adorávamos o Guga.

Trocamos o basquete pelo vôlei assim que o segundo passou a ganhar mais que o primeiro.

Até no automobilismo, que cá entre nós, como o boxe (viva, Éder Jofre), esporte não é, gostávamos do Emerson Fittipaldi, do Nelson Piquet, do Ayrton Senna. Mas, depois deles, vazio total.

No futebol não é muito diferente, tanto que a capacidade ociosa de nossos estádios é abissal, embora a relação seja inteiramente outra e o que falte seja gestão.

Mas parece que se não tiver um pirulito a cada rodada a criança brasileira não fica feliz e reclama --cada vez menos e com argumentos cada vez mais pedestres, é bem verdade.

CRISE PAULISTA

Só a Ponte Preta pode salvar a honra paulista, caso ganhe a Copa Sul-Americana e ocupe uma das vagas da Libertadores.

Pouco, muito pouco, para quem vê seus grandes no bloco intermediário do Brasileirão, além de ter visto a própria Macaca rebaixada para a Série B e o Guaratinguetá e o São Caetano rebaixados para a Série C.

De fato, a gestão de Marco Polo Del Nero, no Estado mais rico do país, merece ser coroada com a CBF. Porque dois mais dois são cinco.

CRISE CARIOCA

O Rio teve a sua honra salva pelo Flamengo, que estará na Libertadores com muito mais chances que a Ponte Preta.

Mas pode ver Vasco e Fluminense na Série B, um deles certamente.

O presidente da federação de lá, Rubens Lopes da Costa Filho, o Rubinho, se opõe a Del Nero.

Não estamos em boas mãos?


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