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Juca Kfouri

Barbárie sem fim

E o Brasileirão também não acabou, por causa da Ponte Preta e das autoridades do país da Copa do Mundo

O TAL BRASILEIRÃO que já tinha terminado, não terminou.

Dono de um lugar no G4, o Botafogo terá de esperar pela decisão da Copa Sul-Americana para saber se a Ponte Preta lhe roubará o lugar na Libertadores. Mas isso é o de menos, é o que faz parte do futebol.

O que não faz, embora pareça fazer, é o que aconteceu em Joinville e deixou no ar o gosto amargo da dor e do provável tapetão.

As cenas bárbaras que lá se viram, dirá o ministro do Esporte, não são exclusividade nacional, o que não resolve nada.

Como não resolvem, desde os anos 80, as autoridades brasileiras, do mais alto posto no Executivo, passando pelo Judiciário, pelo Legislativo e pelos Ministérios Públicos Brasil afora, assim como pela cartolagem que nos assola.

O reflexo disso tudo, simbolicamente, talvez esteja nas quedas do Vasco e do Fluminense, da cidade do Maracanã, palco da final da Copa. Dá pena, dá dó mesmo, dá nojo.

COMPARAÇÕES

Se a comparação das campanhas fosse suficiente, se poderia dizer que Neymar fez menos falta ao Santos que Paulinho ao Corinthians. Embora não caibam comparações entre ambos.

PREVISÕES

Agora que você já sabe que, segundo a maior parte dos especialistas, Brasil e Argentina decidirão a Copa, saiba também que no primeiro domingo do Brasileirão fomos desafiados por esta editoria de Esporte a apontar cinco jogadores para você prestar atenção no campeonato.

Um goleiro, um zagueiro, um lateral, um meio campista e um atacante. Indiquei, Rafael, que foi brilhar na Itália; Dória, e me dei bem; Edenílson, e me dei mal; Zé Roberto, que não foi o que eu esperava e Bernard, que foi além, tanto que foi para Ucrânia.

Saiba, ainda, que este especialista garante, sem medo de errar, que Suécia e Paraguai não farão a final da Copa no Maracanã.

BOM SENSO

Os jogadores não entraram em greve, em respeito aos torcedores dos times que ainda tinham por que lutar na última rodada. Mas entraram em férias.

Que devem durar mais do que os 30 dias regulamentares caso dona CBF siga em sua postura de avestruz.

Como já fizera esta Folha de maneira mais contundente, "O Globo" de ontem trouxe um bom editorial em apoio ao movimento. Comete apenas os equívocos de considerar que já se reduziu o número de jogos para algo próximo do que vigora na Europa, porque por aqui se joga cerca de 20% a mais, e de considerar como atípica a mais típica das temporadas do futebol, a que tem a Copa do Mundo, que só causa atropelos no Brasil.

Cuidadoso em relação à CBF por motivos óbvios, tomara que o editorial resulte em algo além de uma opinião.

Mais: que seja levado a cabo como orientação por todos que costumam pôr seus interesses particulares acima dos do futebol.


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